domingo, 12 de fevereiro de 2023

CORRIDA DAS DUNAS 2023

 

"Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, mas o Senhor é que da a vitória'' - Provérbios 21:31

E chegou enfim, o dia da quarta edição da Corrida das Dunas...

A prova organizada de maneira excelente por Eduardo Varoli e Weider Polha, veio de novo nos salvar no quesito “pôr à prova os  treinos do período de base”.

Com uma nova redução na quilometragem da prova principal e o nível competitivo cada vez mais alto, cheguei na área de largada, consciente que entregar os atuais 6k da prova brigando por colocação seria algo bem distante de algo confortável, 

Manoel, eu, Josenilton, Ramon, Sérgio, Lourenço, Val, Ivan, Alan, Su e Pataro

Como diria o filósofo Bambam, "faz parte! (rs). O importante mesmo era/é agradecer a Deus (sempre) a oportunidade de estar ali,  no aguardo do soar da buzina, ao lado de tantos amigos dos treinos do dia a dia, com a boa sensação que estávamos todos  tranquilamente preparados para dar nosso melhor.



5,4,3,2,1 fommmmmm.... e lá fomos nós.

Mesmo saindo bem mais tranquilo que no ano passado (esse ano fora retirado o trecho de single track logo do começo), sem forçar a barra, em menos de 500 metros assumi a dianteira do pelotão.



Não era exatamente o que queria, os caçadores eram muitos, mas com ritmo razoavelmente controlado (nível de careta baixo ainda rs), segui sem me intimidar com a situação.

O tempo mostrado no relógio ao atingir a marca do km 1, era exatamente o que havia definido nos treinos como alvo.



Seguindo o plano traçado mentalmente, apertei o passo no km2. Aos poucos senti que ia me desgarrando do pelotão.



O som de uma pisada  familiar imediatamente após os meus passos, indicava que o amigo Davi  (não disse que tava cheio de feras) seguia ali por perto para me dar o bote, como havíamos nos  prometido nos treinos.

Próximo ao km3, no último morro antes da  passagem na Mãe Stella, dois outros atletas chegaram para a festa. 

Numa rápida conferida, vi que um deles era o Marcelo dos Santos, atual vice-campeão da prova, com quem minutos antes da largada havia trocado umas palavras, dizendo da felicidade dele não estar inscrito,  Ledo engano, rs.

Naquele momento, julgamos  (Davi e eu) que ele estava apenas "puxando" o colega de equipe, quando na verdade era exatamente o contrário. Tarde demais, principalmente para Davi que havia partido atrás do cara errado.

Apenas na chegada do km 4, durante a subida do Morro do Urubu, maior da prova,  confirmaria com Marcelo quem era o verdadeiro inscrito.


Durante a descida do morro, quando se tem um grande campo de visão, nenhum atleta aparecia podia ser visto. O que implicava que nos 2km finais, teríamos ali entre nós a decisão dos 03 primeiros colocados.

Novamente lamentei a retirada do sobe e desce dos morros. Chororô à parte, naquela batida seguimos até o fim, onde cruzamos a linha de chegada, separados por 20 segundos, todos na mesma casa de 33'.


Ao nos aproximarmos do Abaeté, aumentei o nível de caretas e parti para tentar, pelo menos, chegar brigando com o amigo Davi. 


O negócio é ali pertinho, mas fica looonge. Marcelo havia vencido, o vice já estava em ótimas mãos.

Feliz com a corrida que havia entregue, reduzi o ritmo para,  "de berimbalha", cruzar o pórtico em terceiro lugar geral.

Com Macson em 4º e Bené em 5º, no pódio geral que este ano premiou os 05 primeiros

Assim que cheguei, tratei logo de dividir, num breve relato via aplicativo de mensagem, a nova conquista com o Mestre Marcelo Augusti. 

 Agora era esperar a turma do Salvador Pró-Maratona. 

Missão prazerosa que passou rapidinho. Logo estávamos todos euforicamente reunidos. 


Destaque especialíssimo para Sueli Mascarenhas, campeã geral feminina.








Lourenço e Josenilton



Homenagem da corrida a filosofia Salvador Pró-Maratona

Josenilton e Ramon

chegada de Val, garantindo o título da categoria



Pataro e Alan










segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

PEDALANDO DE ILHÉUS A SALVADOR (Via Ferry Boat)


Com Manoel Lima, e o casal Sandra e Marcondes Lyra

 

“Felicidade se acha é em horinhas de descuido”. Guimarães Rosa

 

E com a permissão Divina, na semana passada, sobre as rodas de nossas bikes, escrevemos mais um belo capítulo em nosso livro da vida com o projeto “Ilhéus a Salvador”.

Na escalação para o passeio pelas Costas do Cacau/Dendê e a Ilha de Itaparica, os nomes de Manoel Lima e do casal Sandra e Marcondes Lyra, companheiros de outras tantas viagens, já era um prenúncio da alegria e leveza que seria a tônica daqueles dias.

 


Emendada estrategicamente com a Corrida Sagrada e a Lavagem do Bonfim, eventos nos quais25 minutos pra ir e 3h para voltar, rs), na noite daquela mesma quinta-feira partimos de ônibus para Ilhéus, levando na bagagem nossas bikes.

 

1º DIA/SEXTA-FEIRA: ILHÉUS / ITACARÉ – 73 KM

                                                   


                         
                                                                      

Por volta das 7 horas da manhã, desembarcamos na Princesinha do Sul. Montadas as bikes, uma passadinha numa padaria para pôr “combustível” e logo demos início a nosso passeio ciclístico.

 

Marcondes, Sandra, eu e Manoel prontos para deixar a terra da Gabriela


Competição e festa do Bonfim no dia anterior, viagem de ônibus quase sem dormir e uma chuva fina que teimava em cair... Tudo ajudava a enternecer aquela manhã tão especial para todos nós.

 


E à beira da rodovia, a fantástica Fábrica de Chocolate Caseiro de Ilhéu. Como não aproveitar? Com as almas ainda mais aquecidas pelo chocolate quente, retornamos aos pedais.



A próxima parada aconteceria na famosa Cabana das Empadas. Pense num sabor, pode até inventar um, que lá você o encontra rs. A pedida da vez foi carne seca com banana da terra, acompanhado de um surpreendente suco de amora com cacau.

 


Poucos quilômetros dali, uma nova parada se impunha: O mirante da  Serra Grande.

 


Após rápidos registros, para fugir logo do sol, foi “pé na estrada” novamente até Itacaré, destino final daquele dia,  onde, sairíamos apenas no Domingo de madrugada.

 


Descanso pra lá de bem vindo, após tanta coisa emendada e possibilidade de curtir melhor o paraíso em que nos encontrávamos.

 

2º DIA/DOMINGO: ITACARÉ / VALENÇA  – 131 KM




O dia começou com um carinho daqueles que nos marcam para sempre.

Na sexta-feira, no momento de nossa chegada à Pousada Flor de Lótus, havíamos consultado a pessoa que nos recepcionou sobre a possibilidade de antecipação de café que nos permitisse sair às 4h20 da manhã no domingo.

A resposta na hora já foi boa demais:

- Consigo, sim!

 


Entretanto, a execução foi muito melhor do que poderíamos imaginar. Não só havia o café, como sucos de nossa preferência (cuja menção fora quase que em tom de brincadeira) e um singelo bilhete de “Boa Viagem”.

Sra. Josy, muitíssimo obrigado por tudo!

 


O combustível “fora de horário” foi tão bom que em Camamu (nossa primeira parada), bastou-nos consumir uns geladinhos de fruta para seguir viagem.

 


Logo estaríamos nos banhando nas volumosas águas da Cachoeira de Pancada Grande.

De alma lavada, seguimos para a cidade de Ituberá, cidade que figurava como uma das possibilidades de ser nosso destino final naquele dia.


Animada, a turma disse que preferia seguir. Então lancei a sentença, rs:

Se decidirmos deixar Ituberá, iríamos parar para almoçar entre Nilo Peçanha (15km) e Taperoá (+8=23km) e no final da tarde (quando o sol estivesse mais fraquinho) seguir por mais 21 km para dormir em Valença.

Fomos embora...

 


Almoço e descanso na Toca do Lobo, restaurante especializado em Goiamum que fica às margens da BA001 na entrada de Nilo Peçanha.

 

Por volta das 17h, retomamos o pedal.

 


Pouco depois de Taperoá, encontramos a beira da estrada, um eufórico motorista de caminhão, que fizera questão de parar para demonstrar a felicidade de ter reconhecido conterrâneos seus (Marcondes e Sandra estavam usando a camisa dos Guerreiros de Alagoas) viajando de bicicleta.

 


Em Valença apeamos nossas “jeguinhas”.

 

3º DIA/SEGUNDA: VALENÇA / SALVADOR  – 102 KM

 


Por volta das 4h da manhã, bagagens amarradas, retomamos o caminho.

 

Aquele seria o dia em que iriamos nos separar. A parte baiana da expedição por conta de compromissos, atravessaria logo o Ferry Boat, enquanto o lado alagoano (curtindo merecidas férias) ficaria na Ilha de Itaparica, deixando para atravessar apenas no dia seguinte.

 


Sem  D. Josy, desta vez, nosso café seria apenas em Nazaré das Farinhas (40km adiante).

 

O bom é que de antemão já sabia que a espera valeria muito a pena a espera, , pois em novembro último havia  descoberto e me deliciado na Panificadora e Restaurante Central quando retornava de um corre/pedala em Amargosa.

 

Comemos viu, rs!  Eta, pedalzinho gastronômico, rs!.

 

Nos 60km finais, viajamos separados.

 


Deu para pegar o Ferry das 11h e atravessando a Baía de Todos os Santos, chegamos (Manoel e eu) na capital Baiana.

 


No dia seguinte, ainda mais bronzeados, foi a vez da chegada de Marcondes e Sandra.



Como o casal só iria pegar estrada (com a bike no carro) para Maceió, na manhã do outro dia, como bom anfitrião, cereja do bolo, convite sem possibilidade de recusa, fomos brincar de espairecer num gostoso fartlek de areia fofa com a turma.

18/01 comemorando Bodas de Nácar nas areias da Beach Cross

Expedição concluída com sucesso.

                                                   Pequeno vídeo do Ilhéus /Salvador - clique na seta


Graças a Deus!

DIA 1

















EM ITACARÉ


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DIA 2 
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DIA 3