| Salvador Pró-Maratona no pós prova |
E, graças a Deus, após ter sido cancelada no ano passado, chegou, enfim, o dia da terceira edição da Corrida das Dunas...
Divulgado o calendário da FBA sem que nele constasse a Beach Cross, prova que mora em meu coração (o que nos motivou a montar uma simulação para o próximo sábado, às 5h30 - sintam-se convidados), a Corrida das Dunas, excelentemente organizada por Eduardo Varoli e Weider Polha, veio de novo nos salvar no quesito “pôr à prova os dois meses de treino de base”.
O número de pessoas correndo nas areias nesta época do ano vem aumentando. O que por um lado é muito prazeroso de ver, por outro, faz elevar ainda mais o nível competitivo da Corrida das Dunas.
Naldo puxando uma fila na prova deste domingo
O engraçado é que essas provas coalhadas de feras produzem em mim um efeito meio paradoxal. Entro numa calma não habitual. No aguardo do soar a buzina ontem estava bem menos “leão na jaula” do que costumeiramente fico (rs).
Vindo de uma vitória e de um terceiro lugar na primeira e segunda edições, respectivamente, não obstante sentir-me completamente pronto para desfrutar da viagem, sabia que me manter entre os três primeiros seria uma missão ainda mais difícil do que fora em 2020, quando, apenas a 300 metros da chegada, fiz a ultrapassagem que me levaria ao pódio.
Se tudo "corresse bem"", escorregaria do geral, pero no mucho, e tentaria garantir o título da faixa 50/54, o que representaria a particular vitória de completar 10 anos sendo campeão da categoria, com exceção apenas das vezes em que estive no pódio geral, nas provas de areia com premiação por faixa etária.
| Beach Cross 2012 - categoria 40/44 |
Para piorar a situação, no meu ponto de vista pelo menos (choro de corredor rs), somente ao chegarmos no Abaeté na manhã de domingo, descobrimos, pela disposição dos cones de balizamento, que a largada/chegada seria diferente das edições anteriores.
Uma rápida inspeção durante o aquecimento e, pelo grande afunilamento que seria exigido apenas alguns metros depois do pórtico, restou claro (o que tratei logo de dividir com a turma) que era preciso nos posicionar o mais à frente possível.
5,4,3,2,1, vai!
Na busca de não ficar engarrafado no trecho de razoável extensão de single track, com uma largada mais forte que de costume, partimos.
Até atingir a marca do km 1, saí da sétima para a quarta colocação.
| seguido de perto por Felipe Souza |
No morro das Boas vindas a “paisagem” era muito parecida com a última edição. Lá na frente seguia Deilton Bispo, desta vez tendo em seu encalço Marcelo dos Santos, menino de ouro da Porcino Assessoria Esportiva, sobre o qual Deilton e eu havíamos conversado que seria o seu maior adversário, minutos antes da largada.
| Descendo o Boa vindas na cola do amigo Davi |
Aquela briga pela vitória seguiria até o fim, sem contudo, ocorrer nenhuma ultrapassagem, consagrando Deilton como bicampeão da Corrida das Dunas.
| Pódio geral masculino - Deilton - Marcelo e Claudio |
A briga entre o 3º, 4º e 5º lugares (onde estava metido rs) teria por, assim dizer, um pouquinho mais de emoção.
Antes do 1,5km haveria uma nova surpresa no circuito: um desvio pela esquerda que nos faria cruzar uma lagoa.
| Alan Soares atravessando a lagoa |
Mais pra frente, sobretudo a partir da chegada no Morro do Urubu (km 4), subida onde após uns passa e repassa havia conseguido voltar à quarta colocação geral, foi que finalmente entendi que a Corrida das Dunas tinha um novo circuito.
Com o intuito de proteger os atletas (o aviso viera a poucos minutos da largada), fora retirado também o tobogã, de inúmeros sobe e desce (antigo trecho entre 4 e 5km), o que acabou deixando a prova com menor distância, menos técnica e, consequentemente, ainda mais rápida.
A cerca de 1 km do fim, Claudio Braz assumiu o terceiro lugar.
Ao nos aproximarmos do Abaeté, mesmo sabendo que o atleta à frente era de categoria diferente, e de que já não valia mais nada, uma vez que o pódio geral já estava definido, aumentei o nível de caretas e parti para tentar, pelo menos, chegar brigando com o amigo Davi do Espírito Santo.
Davi sequer soube da “ameaça”. Entrei no single track no momento exato em que umas 4 pessoas da prova de 3 km que a finalizava caminhando, bloqueara minha passagem.
Talvez, se estivesse valendo o pódio, teria implorado um “dá licença, por favor”. Na verdade cheguei a ensaiar uma passagem de qualquer jeito, mas levando em consideração tudo que havia acontecido até ali, e as circunstâncias todas, esperei pacientemente até a saída do “túnel”. Não queria passar por mal educado à toa. De quebra, como repasso aos meus filhos “fingindo-me de educado, livro sempre a cara de minha mãe”. (Rs)
A despeito do chororô, a prova ficou ainda mais bonita, principalmente com a inclusão da passagem na lagoa, e, apenas expressando uma opinião, talvez fosse mais interessante fazer a chegada dos 3km pela antiga descida do Abaeté.
| Dividindo o pódio 50/54 com Manu (felicidade geral) e o amigo Antonio Carlos |
Após celebrar a chegada em 5º lugar geral, com o consequente título da categoria 50/54, agora era esperar a turma do Salvador Pró-Maratona. Missão prazerosa que fez o tempo voar: a turma chegando feliz com sua prova. Destaque especial para Maria Claudia (Claudinha) e Sueli Mascarenhas, que, junto com a campeoníssima Vanuza Lins, formaram o pódio geral feminino.
| Pódio geral feminino - |
| Brito e Claudinha |
| Sérgio no podio 60 acima |
| Pataro no podio 55/59 vencido pelo amigo e Prof. Sérgio |
| Jacson no pódio |
| Lourenço |
| Val e Marli no pódio |
| Brito |
| Pataro concentrado na chegada |
| Val |
| Su |