segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

DESAFIO TRILHA 2REIS

 

Val, Manoel eu e Pataro; os "filhos" de Mr. Running prontos para a diversão

No último sábado,  após 08 semanas e coroando (de verdade rs) nossa saída do período de base, foi dia de participar do Desafio Trilha2Reis, excelente prova organizada pelo casal, Adriano e Aline Reis, 

Dividida em 03 loops, cada um deles com percurso e distância diferentes, tendo sempre como ponto comum a área de largada/chegada (num formato que muito nos lembrou a Maratona da Chapada Diamantina em Igatu) o Desafio em quaisquer das opções é diversão garantida para todos os níveis de condicionamento, entretanto apenas percorrendo o circuito completo, que tem pouco mais de 24km, é que  o atleta poderá ser considerado Rei ou Rainha das Dunas. 

O dia clareava e a sensação de estar numa prova presencial novamente, trazia um gosto especial àquela manhã de sábado. 

É verdade que havíamos treinado para e simulado provas de 05 a 95 km desde o início da Pandemia, mas aquilo tinha realmente quase que um sabor de nostalgia. Seguindo protocolos que o momento exige estávamos reunidos mais uma vez.


fotos by Marcelo Malaquias

Dada a largada, iniciamos nosso passeio pela exuberante natureza onde a prova se desenvolve. Dunas, matos, estrada de barro, lagoas, areia de praia compõem o cenário

Com ritmos semelhantes, em boa parte da prova estive ao lado dos amigos Marcão e Valdeci. Momentos em que podemos ir trocando ideias e, buscando nos ajudar mutuamente.

No início do 3º loop comecei a me desgarrar dos companheiros e aí foi o meu fim  (ah se eu soubesse rs). Liderando a prova com uma distância considerável acabei perdendo a concentração, num momento em que a marcação coincidiu por algum tempo com uma trilha já  existente dentro das Dunas, só me dando conta da bobagem exatamente na hora em que ouvi o grosso latido do cachorrão (trauma desde o tempo dos treinos para a Jungle)  que lá fica amarrado numa corda de muuuuitos metros.

Havia chegado muito perto da cerca e sem saber de onde exatamente poderia sair o cachorro, já meio desesperado (já estava imaginando a manchete: corredor é morto por ataque de um fila) gritei para ver se alguém aparecia e me assegurava que ele estava preso para retornar. 

Nessa hora o que ouvi foram mais latidos e um barulho de patas correndo. Rezando para achar por onde passar, corri e me joguei por baixo da cerca saindo a uns 250 metros do ponto em que realmente deveria sair.

Uma vez que não havia como cogitar  voltar por onde havia saído, parti para tentar refazer o trecho na contramão, Na mente a ideia de correr até encontrar Valdeci e Marcão, que vinham dividindo a segunda e terceira colocação e só então retornar.

De passagem porém fui avisado pela organização de que nada adiantaria pois eu já estava desclassificado, e o amigo Robson que ali estava esperando para dar um apoio na hidratação me confirmou que o rádio com essa informação já havia sido passado.

Digamos que não foi um momento muito fácil de administrar. Mesmo ouvindo a sentença,  cheguei a me embrenhar nos matos por algumas centenas de metro. A cabeça ecoando as palavras do meu staff de luxo, fiz meia volta, e como não podia ser diferente, segui em frente para finalizar a prova.


Usei o caminho para ir diluindo a raiva que sentia de mim mesmo naquele momento, e se aqueles 5 km restantes não foram suficientes o bastante para me acalmar 100 por cento,  até mesmo as palavras dos staffs da prova trouxeram-me uma certa resignação. Minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa.

Não com a mesma alegria, mas exatamente como havia acontecido nos dois primeiros loops, fui o primeiro a cruzar a linha de chegada, onde Aline, a organizadora da prova, recebeu-me com palavras reconfortantes,



Bem. a missão não estava cumprida, tinha comigo mesmo o compromisso de resgatar os irmãos e parceiros de treino do dia a dia. E a alegria voltou a "reinar" em mim quando soube que Val estava liderando a prova feminina.

Pedi a Robson que me deixasse na praia e lentamente, ainda digerindo o que havia ocorrido, comecei a trotar no sentido contrário. Nesta hora encontrei vários dos amigos que estavam na competição.



Logo surgiu Val, que na velha concentração de sempre, nem se deu conta da minha presença registrando uma foto sua rs.

Naturalmente já travado do pós-prova precisei guardar logo o celular e dar no pé para acompanhar a amiga no doce caminho até sua primeira e merecidíssima vitória.

Pataro já lá estava. Faltando portanto apenas Manoel, que tendo enfrentado um problema com espinhos e outro com sinalização, pouco tempo depois, com a habitual alegria, chegou fechando a prova com direito a batedores, apitaço e muita festa.


O Desafio Trilha2Reis, tenho certeza, chegou para ficar. 

Valeu a pena!

Obrigado, turma!




A recém coroada Rainha das Dunas entre o casal Reis que estava completando Bodas de Seda

















terça-feira, 26 de janeiro de 2021

PEDALANDO DE MACEIÓ A RECIFE

 

 

“...Embora seja trágica e íntima da morte, a vida é um reino - a vida é o nosso reino,  não obstante o terror, o êxtase e o milagre” (Ledo Ivo).

No último domingo, imediatamente após nossa brincadeira na Beach Cross, partimos para Maceió ao encontro de Marcondes Lyra, com a doce missão de regar a semente dessa irmandade (que já começou numa rodovia rs - BR 304) com mais um pedal de estrada. 

 

Na travessia Neópolis/Penedo (a caminho de Maceió)

Nas intermináveis e prazerosas conversas que antecederam o bater de martelo do percurso. Naquela velha e boa dúvida do "você vem ou eu vou?", como de costume, pregustamos variados e sonoros destinos.

 Por si só, esse "exercício" vai nos ajudando a conviver com o tempo entre uma viagem e outra e, sempre sob a permissão divina, alguns destes trajetos estuciados, e agora preteridos, apenas foram ocupar um lugar na fila de nossos próximos sonhos a realizar.


Com Marcondes 

Conscientes do privilégio de poder imaginar-se na estrada nesse momento que estamos atravessando todos, a Pandemia nos levou a optar por não se afastar muito de casa. 

 

Manoel entre Porto de Pedras e Japaratinga (AL)

Com a adesão de Manoel, primeiro a "comprar o bilhete" a fim de  que ele "emendasse" com sua última viagem interestadual. estávamospraticamente fechados com a largada em Aracaju,  Entretanto, lugar e momento foram definidos com a surpreendente (e bota surpresa nisso) do amigo Pataro. Explico:  

Parceiro na absoluta maioria dos processos de preparação para as competições desde quando nos conhecemos na linha de largada da Maratona em Porto Alegre no ano de 2008, a última (e única) brincadeira envolvendo pedal com Jefferson Pataro fora um "duatlhon surpresa", 10 anos atrás, no qual inclusive ele acabou sofrendo um belo tombo rs.

Pataro com a bike gentilmente cedida por Sandra Lyra

Apesar do histórico, e da chegada em cima da hora, que nos deu tempo para fazer  apenas um pedal de 1h40 numa bike emprestada por Manoel) na semana passada, Pataro tinha a seu favor, a constante e alta rodagem nos últimos meses (destaques maiores para duas maratonas corridas no asfalto, 80 km de Salvador a Sauípe, 56 km no Dique do Tororó no dia do seu aniversário e duas corridas de 30km nas Dunas) e a relativa facilidade na condução da magrela. 

Uma ligação para Marcondes (que também tomou lá seu susto com a notícia rs), para confirmar que poderíamos contar com o empréstimo de uma bike em Maceió  e a conversa que já estava no ar tomou, forma definitiva: Felizes com o inusitado da situação, reduzimos a viagem para 03 dias de pedal entre Maceió e Recife. 



A escolha do trajeto,  recortado do "projeto original" trazia embutida a intenção de tornar a pedalada o menos pesado possível para o estreante,  principalmente, no sentido tensão de trânsito. E precisamos deixar registrado. Com o passar dos anos na estrada a gente tem o feeling, mas é preciso confessar: sabíamos então que ele "se sairia bem", mas o que o atleta e agora ciclista (como diria seu Antônio) Jefferson Pataro  entregou nessa viagem foi muito, muito, muitíssimo além do que esperávamos. Se não soubéssemos, certamente duvidaríamos, que depois da adolescência,  a única vez que subira numa bike fora em 2011. Ô surpresa boa!!!!

 Iniciavam-se as últimas chamadas pra embarque, quando  chegou para se juntar, florir e  fechar a expedição nossa amiga Cristina Cangussu. 

turma cruzando a divisa AL?PE


Para Cris, que já estivera prestes a integrar a equipe do nosso
pedal para ChapadaDiamantina do ano passado,  a viagem ciclo-turística também teria um sabor de estreia, porém tendo no currículo muitos e muitos treinos e competições de triathlon (em que tem a bike como um dos seus pontos fortes), a gente já sabia de antemão, o que ela viria a confirmar depois,  para ela a viagem seria apenas uma questão de curtir o caminho. 


Sem falar que na programação já tínhamos uma manhã livre em Japaratinga/AL, onde junto com Marcondes, outro triatleta da expedição, eles poderiam nadar, e nós, o restante da turma, na falta de uma boia de girafa, felizes os acompanharíamos com os olhos, rs.

fartlekzinho na manhã de descanso

Demoramos tanto nessa introdução que daqui por diante, com agradecimento especiais a acolhida de D. Sandra Lyra em Maceió e a recepção de Lula de Holanda em Recife, deixarei que as fotos e o pequeno vídeo logo abaixo contem o resto da história. 



Até a próxima!





PATARO EM PIAÇABUÇU (local do almoço na viagem de carro de Salvador para Maceió

1º DIA:  PEDAL ALAGOANO  
MACEIÓ A JAPARATINGA  – 120 KM (MANHÃ)





















TARDE/NOITE  EM JAPARATINGA













MANHÃ DO 2ª DIA EM JAPARATINGA





2º DIA:  PEDAL ALAGOAS/PERNAMBUCO 
JAPARATINGA  A RIO FORMOSO– 58 KM (A TARDE)









3º DIA:  PEDAL PERNAMBUCANO
RIO FORMOSO A RECIFE  (BOA VIAGEM) – 82 KM (MANHÃ)









RETORNO PARA MACEIÓ DE VAN


NOVO FARTLEK EM MACEIÓ ANTES DO RETORNO A SALVADOR




VALEU, TURMA!