segunda-feira, 18 de agosto de 2014

3 x 10K EM BRUMADO


Toc toc toc! Já é possível ouvir à porta as batidas da 2ª Maratona Caixa Bahia e a hora “da onça beber água” está chegando.

O mais harmoniosamente possível, nos últimos meses os preparativos para a Maratona de Salvador e os trabalho de suporte às atividades em Cartórios Eleitorais no interior andaram (ou seria melhor dizer correram?) de mãos dadas, e esta concomitância curiosamente fez com que o solo soteropolitano fosse o lugar onde menos verti suor nestas 10 semanas de treino.

Foi assim que, neste final de semana, a cidade de Brumado acabou sendo palco do último treino chave antes de enfrentar os 42,2k do próximo domingo.

Em frente ao Fórum Eleitoral no fartlek da quarta

Os 50 minutos de ontem, além de city tour pela cidade que estou trabalhando há mais de 10 dias, mas que ainda não tive tempo de explorar, serviu como perfeito regenerativo para os 3  x 10k do sábado.


10Km
Intervalo de 20min
Intervalo de 20 min
04’23
04’28
04’07
04’35
04’32
04’35
04’33
04’25
04’25
03’59
04’03
04’29
04’03
04’01
04’50
04’26
04’06
04’47
04’41
04’28
05’17
04’08
04’05
04’19
04’06
04’07
04’11
03’53
04’02
03’57
42’53
42’24
45’02

Os tempos alcançados não foram exatamente um fenômeno, mas levando-se em conta o intervalo de 20 minutos entre as sessões  (daqueles que fazem a perna pesar mais que chumbo no retorno) e as inúmeras lombadas na rodovia que leva a Rio de Contas, onde foi realizado o treino, não posso reclamar.

De todo modo, o que está feito, feito está. Agora é aguardar o grande dia.


Boa sorte a todos!















terça-feira, 5 de agosto de 2014

GOLDEN FOUR ASICS SÃO PAULO

Encontro com o amigo Pedro minutos antes da largada

Dando sequência aos treinos para a segunda edição da Maratona de Salvador, neste final de semana participei da Meia Maratona Golden Four Asics, realizada em São Paulo.

Há algum tempo estava querendo conhecer de perto esta prova que, segundo seus organizadores, é concebida para que cada um alcance seu melhor tempo e tem o diferencial de premiar os 100 homens mais rápidos (e também as 20 mulheres) com uma medalha dourada.

No caminho para o Kit encontro com Solonei  que viria a ser o vice-campeão da prova com 1h 05'22
Desde a entrega do kit, no sábado, a prova já nos passava uma ótima impressão de organização e cuidado com o atleta e, no dia da corrida, staffs atenciosos, postos de hidratação de 3 em 3km (sempre com água e gatorade), um exército de massagistas prontos para deixar novo de novo quem estivesse disposto, resultados via SMS e no site poucas horas após o evento, entre tantas outras coisas, corroboraram amplamente esta sensação.

Minha corrida desta vez foi “nenem”: nem RP, nem top 100, mas nem por isso uma má prova.

Senta que lá vem desculpa... (rs)

O percurso, que é o mesmo de muitas outras meias em SP (o representante da Iguana Sports, numa palestra no sábado, até justificou que não há muito como inovar, dadas as limitações impostas pela C.E.T), não é de todo ruim, mas contém inúmeros cotovelos (e duas passagens num viaduto) que impõem considerável quebra de ritmo.

Ainda estou aprendendo a competir com Garmin. É uma tentação dar uma espiadela para saber qual a velocidade do momento e creio que tenho olhado demais. Já fui para a prova tentando controlar este ímpeto, confiar, como sempre confiei, na minha percepção de velocidade / esforço e dar a velha e boa conferida apenas a cada km. Acho que já melhorei alguma coisa, mas ainda olhei muito. O engraçado é que às vezes surpreendia-me com umas mudanças súbitas de ritmo (sair de 4’30/km para 3’30 por exemplo), em tão pouco tempo que era impossível dar credibilidade ao “bichinho”.
No km final
Ainda poderia dizer que retornei aos treinos de tiros há menos de dois meses, após três provas (e treinos) que me deixaram naturalmente mais lento: Maratona de Búzios, 12h de Macaé e Running D’aventura e blá, blá, blá... mas já chega de mi, mi, mi (não anotem esta última desculpa rs).



O fato é que ter corrido suavemente os 21,1km da Golden Four Asics, fazendo o último quilômetro em 3’49/km e finalizando a prova, sem qualquer queixa de dor ou cansaço, com o tempo de 1h 24’49, apesar do “nenem” me deixou feliz e mais confiante num bom resultado em nossa Maratona.


Até a próxima!





sexta-feira, 25 de julho de 2014

DE PEDRAS A SANTA RITA E OUTRAS CORRIDAS



Com Renato em frente ao Hotel Scala em Sta. Rita de Cássia/BA

Finalmente chegou a sexta-feira e com ela a hora de voltar para casa.

Os dias aqui em Santa Rita de Cássia foram excelentes tanto no desenrolar do trabalho quanto nos treinos para a Maratona de Salvador.

Logo mais estarei embarcando levando novas amizades e um pouco desta cidade no coração.

Com Pretinha em frente ao Fórum

Foram dezenas de treinos de qualidade executados por estas bandas, mas o último deles (o único off road) merece com toda a certeza a expressão "fechar com chave de ouro".

Senta que lá vem estória...

Renato é o nome de um amigo que fiz aqui nesta cidade. O cara é uma figuraça que trabalha no Hotel Scala, onde fiquei hospedado.


Saindo para correr sempre ao amanhecer, todos os dias era obrigado a acordá-lo para que abrisse a porta principal do Hotel.

Com pouco tempo começou a me provocar:
- Quando vem de lá  você passa é a camisa dentro do rio não é?

Ele não acreditava que aquilo era suor.

Sorrindo e levando na esportiva, assentia.

Com o passar dos dias fui lhe contando algumas das minhas corridas de longa distância, mas ao que tudo indica, não estava me fazendo crer, pois ele num certo momento perguntou:

- Então você pode ir daqui até o lugar onde moro?

- Quantos quilômetros? Perguntei.

- 33. Respondeu-me.

- Sim. 

- Mas é tudo na estrada de barro e com algumas faixas de areia.

Pequenas faixas de areia na estrada de barro

- Aí é melhor ainda. Disse-lhe.

Sempre em tom de ironia, ele sentenciou: 
- Ninguém nunca fez isso e você entraria para a história de Santa Rita se conseguisse.

Deixei o incrédulo e fui para o trabalho já maquinando que dia poderia fazer o tal longão. Faltavam dois finais de semana, mas neste já estaria (estarei) em Salvador e no da semana passada tinha compromisso em Goiânia.

Aliás, abro aqui um parêntese para falar da Track and Field do Shopping Flamboyant na cidade de Goiânia. 

Com a planilha indicando um tempo run de 10k e embalado por um 18'20 conseguido no treino de 5k da semana anterior, dei uma pesquisada para achar uma corrida onde pudesse fazer a prova "valendo 3 pontos".



Com ônibus diário para Goiânia (para Salvador só há na segunda e no sábado), a TF ficou ainda mais atrativa quando conferi os resultados do ano anterior. Se fizesse meu trabalho direito, poderia ficar entre os cinco do pódio geral.

11º lugar geral na TF Goiânia (se estivesse em Recife ficaria com o 3º lugar..rs)
Não foi bem assim. Lugar e hora errados, os tempos ficaram bem mais competitivos e o máximo que consegui foi um 11º lugar geral e 2º da minha categoria. 



Tudo bem, naquele mesmo domingo em Salvador, Pataro e Carlinhos estiveram frequentando os pódios de categoria e em Recife (também numa TF), Lu Bastos vingou-me por completo ficando no 5º lugar geral.


Voltando à estória...

Retornei do trabalho já com a planilha rearrumada e contei para Renato que faria o treino na quarta-feira. Havia decidido que para não atrapalhar muito no trabalho faria a corrida no sentido contrário: Das Pedras até o hotel.

Precisava de alguém para me deixar lá antes do dia amanhecer e falei com Renato.

- Renilton, meu irmão, pode levá-lo em minha moto.

- Ótimo, eu posso colocar gasolina e acertar um valor com ele para que ele me deixe lá e volte.

- Mas aí depois você pode pegar uma ó ó - e gesticulava com o dedo polegar apontado para o lado (como a indicar que eu poderia vir de carona).

- Então ele me leva e vem comigo pra garantir. - Falei em tom de brincadeira.

- Eu venho. Disse-me o próprio (e igualmente cético) Renilton, que estava presente no momento da conversa.

Naquele momento entendi que havia concebido o que viria a ser o meu melhor treino em terras santarritenses. De uma só tacada conseguira transporte, condutor, segurança, fotógrafo, staff (minha hidratação viria na moto), uma testemunha e, quem sabe, um futuro corredor.

Renilton, Staff, fotógrafo, testemunha, etc...
Às 5h da manhã do dia combinado deixamos Santa Rita em direção à casa dos pais de Renato e Renilton.

Às 6h, após um gole do café oferecido por D. Clarilene e Sr. Adelino, comecei a fazer o caminho de volta.

Entre Sr. Adelino e D. Clarilene,, pronto para largada

Carregando uma garrafa d'água dei a meu staff uma folga de 30 minutos para que tomasse o café da manhã com seus pais antes de ir atrás de mim.

A fome ou a saudade, não sei o que estava maior, retiveram Renilton por mais tempo e quando ele me alcançou já estava chegando na marca de 20k.

Renilton de chegada
- Rapaz eu vim 'botando' na moto e nada de te encontrar.

Pouco tempo depois já havia passado a barreira dos 30km e gritei:
- Falta pouco para você se livrar de mim! 


- Aqui já é o aeroporto, as casinhas, você já pode dizer que está em Santa Rita! Ouvi-lo dizendo.

E com sinceridade acrescentou: 
- Eu não acreditava que você iria conseguir não, mas por mim eu ficava era o dia todo, era só você aguentar.


Àquela altura, completamente tomado pela felicidade de ter corrido todo o tempo em meio à natureza, e profundamente agradecido, contei para ele, enquanto aumentava a velocidade:
- Graças a Deus isto aqui foi só um passeio pra mim. Um dia desses você mesmo poderá fazer esse percurso. Qualquer pessoa pode fazer isso, é só começar aos poucos.

Passando em frente ao Fórum
  
Com 2h e 40' completava os 33,8km que me separavam da eternidade. Agora, pelo menos para Renato, sua família e a maioria dos seus amigos, eu fazia parte da história de Santa Rita de Cássia. :)


Passando em frente a Igreja Matriz de Santa Rita de Cássia (a 100 metros da chegada)

Até a próxima!














domingo, 6 de julho de 2014

TREINANDO (E TRABALHANDO) EM SANTA RITA DE CÁSSIA

Estátua da Sta. Rita de Cássia na entrada da cidade

E novamente cá estamos nós com o pé na estrada.

Dessa vez o trabalho nos trouxe a Santa Rita de Cássia, cidade situada no Oeste baiano, e por aqui estaremos nos dividindo entre o labor e os treinos durante todo o mês de julho.


A maior parte dos trabalhos (de corrida rs) estão sendo executados na estrada para Barreiras, mas para quem saiu de Salvador após 04 semanas de treinos intensos, nos quais a maior parte do tempo  tínhamos o amigo Pataro como parceiro de sofrimento, doses extras de foco são mais que necessárias para manter-se firme no batente solitário em busca dos nossos objetivos.

Entretanto não há o que reclamar, o santarritense é um povo bastante acolhedor, a começar pelos nossos colegas do Eleitoral, e sua terra-natal está sendo uma grata surpresa.
No clima da copa com os colegas Manuel e Graça
A grande distância da capital (1006km) sempre foi o comentário que mais ouvimos toda vez que nos referíamos a Santa Rita de Cássia, mas nesta primeira semana aqui já pude aprender que, com suas ruas limpas e praças bem cuidadas, a cidade que é atravessada pelo belíssimo rio Preto é muito mais que isso.

Praça Ruy Barbosa (ou simplesmente do Fórum)
Na margem esquerda do Preto, que além de lazer também é fonte de sustento da comunidade, fica o Parque do Povo, mais conhecido pelo nome de Piranhas, é a principal atração turística de Santa Rita de Cássia.

E como não somos bobo nem nada, esse foi exatamente o lugar escolhido para descansar desta primeira semana de treinos (e trabalho) e recarregar as baterias para as batalhas que estão por vir.

No Parque do Povo (Piranhas)
 Até a próxima!