domingo, 24 de março de 2013

EQUILIBRANDO / LAGOA DO ABAETÉ


O mês de março está finalmente chegando ao fim e nesta última semana a tal “planilha recheada de tiros” sacada por Marcelo Augusti atingirá seu ápice.

Por falar no Mestre, este mês sua coluna “Treinamento” na Revista CR está com uma matéria que é um verdadeiro alerta a todo corredor competitivo, “Quando o treino se volta contra o corredor”, que vale muito a pena dar uma conferida.

Numa de nossas conversas sobre o texto, ele disse que seu objetivo era realmente chamar a atenção para um ponto que é comum entre os corredores: o treinar demais.

“Há momentos em que será necessário treinar demais, mas isso não dá para ser feito o ano todo, a semana toda, em todos os treinos. Tem gente que abusa muito e acaba comprometendo a própria saúde, o que não é nada bom. Melhor deixar isso apenas para os profissionais, pelo menos eles são recompensados financeiramente. Para nós, que não vemos a cor das notas, o mais sensato é o equilíbrio. Por isso, sempre que sentir que não será possível completar o treino proposto, faça outra coisa ou descanse. Nada vale mais do que estar bem no dia seguinte para poder continuar fazendo aquilo que se gosta!”

Pensando nestas coisas e me preparando para a difícil semana que entra, achei mais sensato programar para hoje um treino mais leve em torno da Lagoa do Abaeté.

com Pedro nas Dunas
 Com a concorrência da prova Adidas não foi possível reunir o tanto de pessoas que imaginei, mas o trio que formamos (Pedro Bueno, eu e Vanuza Lins) foi suficiente para garantir um gostoso treino em ritmo tranquilo com causos, estórias e risos do começo ao fim.

Pedro e Vanuza na trilha

O trajeto, que partiu exatamente às 5:30 da Alameda Praia de Garapuá,  levou-nos  pelas Dunas em direção à lendária Lagoa.

Ao final da travessia da imensidão de areia entramos no asfalto e, orientados pelo Farol de Itapoan, com cerca de 7 quilômetros rodados,  retornamos ao ponto inicial para nova passagem por entre as Dunas, que neste momento, emolduradas por um lindo arco-íris, estavam ainda mais belas.


A partir do asfalto mudamos o caminho de volta e seguimos pelo final de linha do Abaeté para sairmos na Av. Dorival Caimmy, por onde retornamos, revigorados e contentes pelo “dever” cumprido, ao local de partida.

Boa Semana!


Farol de Itapoan








domingo, 17 de março de 2013

30ª CORRIDA CIDADE DE ARACAJU


Em 17 de março de 1855 o antigo povoado de Santo Antônio de Aracaju, num único lance, foi elevado à categoria de cidade e capital da antiga Província Sergipe Del Rey, roubando este posto da pequena São Cristóvão (4ª cidade mais antiga do país).

Algum tempo depois (1984) foi criada uma corrida entre as duas cidades que passou a fazer parte das celebrações do aniversário da Capital.

Foto de arquivo
Desde a largada em São Cristóvão até a chegada em Aracaju, o que torna esta prova tão especialmente singular é a alegria do povo sergipano. Sem distinção, à passagem dos participantes ouvem-se palavras de incentivo, brincadeiras, aplausos, foguetes estourados e as mãos estendidas dos pequeninos à espera de um toque dos corredores, coisas que fazem com que a viagem seja “rápida” e muito prazerosa.

Por estas e outras, neste domingo, pelo sétimo ano consecutivo, mais uma vez estava na linha de largada pronto para encarar os 25km que separam essas duas cidades.

Têtê, Lalá, Lara e eu
Quem também veio conhecer um pouco desta festa, aproveitando que desta vez a viagem de Salvador para Aracaju era de carro (e não a pé), foi D. Terezinha e Lara, respectivamente mãe e afilhada da tia Lalá.

Às 16:00 horas, comboiado pelo amigo Chico, que, não inscrito, prometia ter paciência de me acompanhar, iniciamos nosso “desfile” pelos paralelepípedos da histórica São Cristóvão antes de rumar definitivamente para a nova Capital.

Vítor de Chico, eu e Chico
Nunca antes na história de minhas participações nesta prova o tempo esteve tão favorável para se correr. Em algum momento cheguei a ouvir de um corredor que parecia até que estávamos no sul do País.

Acompanhados de Chico e sua esposa Márcia
Contaminado pela presença do amigo Chico deixei mais cedo do que de costume o ritmo confortável, engatando um bem próximo do que pretendo desenvolver em minha próxima maratona.

As famosas ladeiras, a beleza daquela estrada, a energia daquele povo, nem bem a gente vai no meio da viagem e o coração já tá apertado de saudade. Inevitavelmente surge o pensamento: “ano que vem quero estar aqui de novo” e a convicção que brota deste desejo renova as forças e se traduz em passadas mais fortes e felizes.

À medida que encurtávamos a distância o ritmo ia aumentando (exatamente da forma que adoro correr). Nos últimos 10km precisei de muita concentração para não deixar fugir de vez o já “impaciente” avião em que se converteu o amigo Chico.

Sem dar a menor chance o cara levava de roldão quem quer que aparecesse em seu campo de visão e eu, apesar de saber que se o homem estivesse inscrito eu não teria tido este privilégio de correr a prova inteira “ao seu lado” fiquei muito orgulhoso de também ultrapassar (alguns segundos depois) todos os corredores que ele foi deixando pra trás.

Comemorando na chegada da prova: Chico, Carlinhos e eu
O resultado não podia ser outro: fechei a prova com novo RP, 01h43’52. Nada mal para quem estava usando a Corrida Cidade de Aracaju como treino de luxo.


Agradecimento a Deus, beijo de namorada, medalha no peito, hidratação e nova corrida, desta vez em sentido contrário. Destino: encontrar Amâncio (o mais simpático corredor de Pedra Mole/SE) e fazer com ele seus últimos quilômetros.


No caminho de volta, fui me divertindo muito. Várias pessoas brincando perguntavam se eu tinha errado o caminho, se ganhara a prova etc. Respondia a todos que já havia chegado bem classificado e que agora estava indo buscar meu avô.

Encontrando Amâncio
Quando finalmente encontrei Amâncio ele veio lamentando umas cãibras, que a prova era dura, que estava morto, etc, mas tome-lhe conversa, piadas, sorrisos, causos.

Amâncio, você é o morto mais divertido que eu já vi numa prova, disse-lhe num certo momento.

Um rapaz que vinha pedalando próximo a ele dizia-se impressionado com sua tranquilidade e que até duvidava que ele realmente estivesse sentindo aquelas coisas todas, "parecia mais que estava fazendo charme".

O rapaz da bike da Zona Alvo, Daniele ( companheira na "viagem", Amâncio com uma flâmula de Pedra Mole e eu

De fato, naquele “ônibus” das 3h20 nenhum passageiro era mais jovial que o velho Amâncio. Dois grupos de pessoas postados à beira da estrada (a quem eu informara que estava indo buscá-lo) saudaram nossa passagem com um divertido coro “vovô, vovô, vovô” e o “menino” Amâncio com gritos, sorrisos e braços abertos, completamente em sintonia com a alegria dos seus conterrâneos, devolvia-lhes o carinho.

Passagem com o pórtico marcando o tempo (bruto) de 3h e 20'
Sabe aquela estória da cereja do bolo? Foi isso aí o que representou pra mim estes últimos novos quilômetros da 30ª Corrida Cidade de Aracaju.


Boa semana!

Profª Ângela Pelosi

Diógenes envergando o manto coral 
Ivan em sua primeira aventura acima dos 21 km

César e amigos

Rodolfo Lucena emprestando prestígio à prova sergipana

Ivone de volta às pistas

Everaldo o maior  corredor-galanteador

A legítima sergipana Lu


Manoel (61 anos) trotando para buscar seu kit. Na corrida chegou pelo menos 1 minuto em minha frente




Russo, Luciana, Ivone e eu



Desta vez o almoço foi mais cedo..rs

Pódio de categoria de Vanuza (salvando o C.T. Pinicão)







Vítor em Atalaia

e pisando fundo no Mundo da Criança


Praça dos Arcos - Atalaia

segunda-feira, 11 de março de 2013

DESPEDIDA PARA O ATACAMA

As formiguinhas (nós) no meio da paisagem


O compromisso de fazer uma “despedida” para os amigos que embarcarão amanhã para enfrentar o “Mountain Do Deserto Atacama” nesta terça-feira levou-me de volta às Dunas da Lagoa de Dois Dois no domingo. Santa tarefa! Em meio a tão exuberante natureza, a gente se sente bem mais perto de Deus.

Bruno Fraga, eu, Edmundo Fraga, Deja, Érica e Rogério
Correr de pés descalços naquele tapete branco, que independentemente do sol que esteja fazendo mantém-se sempre bem friozinho, traz enorme sensação de liberdade e, após uma semana intensa de treinos, foi uma maravilhosa recompensa.

Após uma hora de “academia ao ar livre” transbordava felicidade de cada participante. Nem mesmo o grande esforço exigido para escalar aquelas ladeiras (que de cá de baixo se tem a impressão de que ao chegarmos lá, com uma esticada de braço será possível tocar nas nuvens), era capaz de tirar dos rostos a expressão de prazer por estar ali.


Desejando boa viagem e excelente prova, de alma lavada deixamos as Dunas a tempo de partir para o meu próximo compromisso: levar à piscina meus dois nadadores favoritos.




Boa Semana!

subindo



descendo



Deja fazendo a terceira volta sozinho

Luma e sua mamãe
Os três filhotes do papai




Rafinha entre as "mulheres"

dever cumprido