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| Cachoeira "Veu de Noiva" em Itaitu - Jacobina/BA |
Para comemorar os 06 anos de corrida, no último domingo participei
da prova de 5,5km (na verdade quase 06km), uma das opções de distância da XXVII
CORRIDA DO ÁGUIA, que é promovida pela Polícia Militar da Bahia / Esquadrão de
Motociclistas Águia, com a coordenação do DE/CEFD.
A escolha pela distância menor deu-se pelo desejo de voltar
rapidamente para casa a fim de ficar com os pimpolhos Rafa e Luan, que pelos
meus cálculos ainda estariam dormindo.
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| puxando rede no sábado |
No momento em que chegamos (Adautro e eu) em frente à UFBA, uma
enorme fila para entrega das camisas do evento denunciava que, lamentavelmente,
a largada não iria ocorrer no horário programado.
Às 7:45 o som forte de uma sirene anunciava a partida conjunta das
duas provas (5,5 e 11k). Para compensar o atraso, decidiram abandonar a
escalonagem prevista no Regulamento da prova. Mais tarde, infelizmente,
descobriria que aquela não seria a última vez que iriam esquecer as normas.
A premiação pecuniária atraíra para a prova principal (11km) a
imensa maioria das feras presentes naquela manhã.
Nossa prova, além de não ter dinheiro, não previa premiação por
categoria. Apenas os 03 primeiros colocados no geral Masculino e Feminino
receberiam troféus.
Apesar do local da largada em comum, as duas provas separaram-se
logo no começo, com a turma dos 11 saindo em direção à Orla e a turma dos 5,5
(é, quase 6... rs) indo na direção oposta.
Havia me prometido que não repetiria o erro de Jacobina, mas
apesar de não sair muito forte, com menos de 200 metros descobri-me liderando a
prova. Na hora senti uma coisa engraçada: de repente tudo ficara silencioso.
Parecia que estava ali sozinho, deslizando, como nos meus melhores sonhos. Não
ouvia passos, vozes, nada...
A ultrapassagem à toda de Egnaldo, além de me trazer a realidade,
trouxe-me à cabeça os seguintes pensamentos: “Que é que esse cara tá fazendo
aqui? Opa, uma vaga a menos no pódio”.
Conhecendo o quanto corria aquela fera, que poderia tranquilamente
estar brigando com o time A na prova principal, nem pensei em dar testa, mas
resolvi segui-lo o mais perto possível para preservar a segunda colocação.
Próximo ao ISBA (3,5km aproximadamente), mantinha ainda uma
distância razoável do primeiro colocado e, apesar da curiosidade, esforçava-me
o máximo para não olhar para trás. Qual não foi minha surpresa quando recebi a
ultrapassagem e um grito de "vamos Roberto!" de ninguém menos que
José Carlos do Espírito Santo (entre outras conquistas, Campeão da I
Corrida do servidor em 2010 e vice-campeão agora em 2011).
“Lá se foi outra vaga... Mas o que é que esse cara tá fazendo
aqui...”, foram novamente meus pensamentos, e as senhas presas na camisa
esvoaçando à minha frente acabavam com a fugaz esperança de que ele pudesse
estar ali correndo sem inscrição.
Na esperança de fugir de uma nova ultrapassagem e torcendo para a
corrida acabar logo, aceitei o convite e apertei o ritmo para acompanhar
Espírito Santo.
Logo estávamos passando no mesmo local da largada, só que agora,
para fechar a prova, faltava a ladeira do Zoológico, que além de muito íngreme
é bem longa (cerca de 700 metros). Após esta subida pelo menos uns 800 metros
ainda nos separariam do pórtico de chegada no Ninho das Águias.
Aproveitei uma curva em 90 graus para dar uma olhada e felizmente
não vi ninguém se aproximando, entretanto, com medo de ter sido traído pela
visão, preferi manter o ritmo.
A meu favor tinha agora a cabeça boa para enfrentar ladeiras. Durante toda a
prova havia mentalizado que ali seria um lugar onde eu poderia ultrapassar ou
me afastar de alguém.
Focado na técnica, tomei um susto quando vi que havia diminuído
drasticamente a distância que me separava de Espírito Santo; animado por esse
avanço, concentrei-me ainda mais e, bem antes do ponto que imaginei alcança-lo
na ladeira, já havia emparelhado com ele, que, desportivamente, cumprimentou-me
com um bater de palmas.
Sabendo o quanto ainda faltaria para terminar a corrida depois que
acabasse a ladeira e do grande potencial do adversário que teria no calcanhar,
confesso que na hora só pensava que seria ultrapassado depois, no plano, mas
que aquela subida iria me ajudar a garantir o terceiro lugar.
Exatamente em frente à entrada do Zoo, visivelmente surpreso por
me encontrar passando naquela colocação, estava o amigo Deja, que, empolgado,
soltou um grito de incentivo que foi fundamental para que aumentasse o
ritmo e chegasse ao Ninho das Águias como vice-campeão dos 5,5k.
Após a chegada juntei-me a Deja na divulgação da I Corrida Rústica de
Cajazeiras X, enquanto aguardava a premiação.
Apesar de saber que era uma prova de poucos corredores (78 no total) estava
muito feliz com a colocação; inscrevera-me nesta competição pela WORKING SPORTS (usando a camisa com o
logo da Academia) e esperava homenageá-los com este singelo pódio, mas não foi
o que aconteceu...
O nome dos três primeiros colocados tanto no feminino quanto no
masculino foi divulgado (ainda não havia chegado o campeão dos 11km). Começamos a questionar sobre os troféus e o
que se viu foi um total desencontro de informações.
"Infelizmente foi um equívoco".
Para não entrar em detalhes que realmente não caberiam numa festa
de 06 anos, essa frase sintetiza tudo que ouvimos por lá.
“DA PREMIAÇÃO PROVA PARTICIPAÇÃO (5 km)
(…)
Receberão Troféu:
Os três primeiros homens e as três primeiras mulheres na
classificação Geral;
(…)”
O trecho acima foi transcrito do Regulamento da Prova. Será que caberia alguma
dúvida?
Sem tempo para seguir na briga pelos nossos direitos, saí de lá com uma
promessa do Prof. Og. Robson de que a FBA iria reparar o erro nos entregando os
troféus. É claro que agradecemos a sensibilidade do Presidente, mas quem nos
trará de volta o momento que nos foi roubado? Pode parecer bobagem para quem
organiza, mas quem é corredor sabe do que estou falando.
À tarde, após levar os moleques Rafa e Luan para a casa da sua
mamãe, peguei a estrada para ir festejar com tia Lalá em Jacobina outro
aniversário de 06 anos muito importante para mim.
A corrida e a tia Lalá invadiram simultaneamente minha vida. Já
contei aqui essa estória, mas não custa nada dar uma lembradinha... rs
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| Cachoeira do Alves - Jacobina/BA |
“dei muita sorte (rs). Comecei a correr num sábado de
manhã e, na noite do domingo, conheci a ‘titia’. Tempo suficiente o bastante
para hoje, se ela ensaia alguma reclamação por eu estar correndo demais, eu
poder usar aquela famigerada frase: ‘Você já me conheceu assim...’ rs.”
O corre-corre da eleição é grande e, no meio deste passeio fui
convocado para trabalhar uma semana aqui em Juazeiro, de onde, nos próximos
dias, tão logo “o carro entre nos trilhos”, se Deus quiser, enviarei notícias
de novos caminhos percorridos.


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tradicional aviaozinho do Samuca
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