terça-feira, 15 de novembro de 2011

15 DE NOVEMBRO DE 2011 – FELIZ MARATONA DE SALVADOR


Para os Salvador Pró-maratonistas, dia de luta sempre é dia de festa. E hoje não foi diferente.

Vindos de vários cantos da cidade, a partir das 5:00 da manhã começaram a se fazer presentes no Jardim de Alah os participantes que partiriam para o “tour” de 42,2km pela cidade do Salvador.

Completada a lista dos atletas (Ângela, Alan, eu, Pataro, Joel, Samuel, Gil, Deja, Carlinhos, Valdir e Vitório) que largariam juntos, fizemos os registros de costume e, exatamente às 5:40, soava a buzina, dando início à nossa peregrinação pelas ruas e bairros de nossa Capital.
Rodrigo (na bike), Vitório, Samuel, Ângela, Gil,Alan, Deja, Carlinhos, eu, Joel e Valdir prontos para largada
 Mais uma vez fomos luxuosamente auxiliados por Rodrigo, que a bordo de sua possante bike, enquanto filmava todo nosso trajeto, foi nosso anjo da hidratação até a passagem pelo Corredor da Vitória (à altura do km 30 de nossa Maratona), quando transmitiu ao seu filho Lucas o cargo de ciclocinegrafista para fazer os últimos 12km correndo, tornando-se, mais do que nunca (se é que ainda restava alguma dúvida), um dos nossos.

Com 12,4km “rodados”, na passagem pela Passarela do Extra, o grupo aumentou com a entrada de Edmilson.

À altura da Igreja dos Mares (23km) o grupo ganhou mais um incentivo, quando da surpreendente aparição de Fernando (Pombo), que já havia pedalado mais de 30km para nos encontrar e, a partir dali, nos acompanharia até o final da jornada.

Dentro do prazo previsto chegamos ao Farol da Barra e a visão dos novos irmãos (Cris, Oliveira, João Paulo, Mara, Lucas Andrade, Sônia, Guilherme Mendes e um cliente de Joel) que nos aguardavam ali para ingressar nos 10km finais da nossa viagem renovou instantaneamente o fôlego da galera que já vinha com 32km àquela altura.

Neste momento estavam ali 23 pessoas envolvidas com a nossa luta. A satisfação de ver algo que estava apenas no papel tornar-se uma realidade é muito grande.

Em Ondina despedimo-nos de Alan e Carlinhos, que iam trabalhar, e a todo vapor seguimos nosso destino.

Às 10:05 da manhã os primeiros Salvador Pró-maratonistas já atingiam a linha de chegada. Para 07 dos integrantes (Pataro, eu, Samuel, Vitório, Joel, Gil e Ângela) havia sido mais de 4 horas de corrida desde o horário da largada até o retorno ao Jardim de Alah.

Aos poucos todos foram chegando e, de um modo geral, bem felizes (mesmo os que enfrentaram mais dificuldades para completar o trajeto). Quem também apareceu por lá prestigiando o evento foi Nem, Bárbara Marcelino e a ultrassimpática Sandrinha.

O saldo, portanto, foi muito positivo e o grande destaque ficou por conta de Vitório Gauss, que apesar de nunca antes haver corrido a distância, demonstrando uma garra que é bem peculiar aos grandes maratonistas, superou as naturais dificuldades encontradas numa corrida de 42,2km.
Vitório,  momentos após a chegada

Ser a porta de entrada de corredores no mundo da Maratona é uma honra para o nosso Movimento. Parabéns e bem vindo ao clube Vitório!

No final da festa o grande bolo ganhou as cerejas mais doces que estavam faltando para a alegria ficar completa, graças à Titia Lalá. E estas (as cerejas) atendem pelos nomes de Rafael e Luan, quiçá futuros corredores de Maratona em nossa própria cidade.

Desejando um bom resto de  semana, agradecemos sinceramente a presença de todos.

Por enquanto, deixaremos aqui alguns momentos, mas a partir de amanhã começaremos a edição do vídeo. Aguardem!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

11/11/11 - FACULDADE VASCO DA GAMA / CAMISAS PRÓ-MARATONA

Esotéricos, místicos e numerólogos estão em polvorosa com a cabalística data 11/11/11. Enquanto uns falam em revolução da consciência e início de uma nova era de harmonia entre as pessoas, outros preveem eventos catastróficos e até mesmo, o fim do mundo. 

Por enquanto a boa notícia do dia de hoje é a confirmação, obtida através do Sr. Augusto Matheus Almeida, de que a FACULDADE VASCO DA GAMA mais uma vez estará apoiando o evento.

Com essa parceria, descontando os novos custos para colocar a Logomarca da Faculdade, poderemos cobrir os gastos com atualização das faixas e hidratação (que estará disponível durante todo o trajeto no bagageiro da bike que nos acompanhará), além de reduzirmos o preço da camisa para R$10,00.
finalzinho do treino
Ontem, o dia ainda estava amanhecendo quando 04 felizes integrantes do Salvador Pró-Maratona (Carlinhos, Joel, Gil e eu) partiram para uma missão: testar as novas camisetas adquiridas especialmente para o evento do próximo dia 15.

O percurso é maravilhoso; passa-se pela Barragem do Joanes num caminho que dá na Ceasa. Na maior parte dos 23km o piso é de chão batido; não existe trânsito, só ar puro e muito verde. A vontade que dá é de ficar correndo o dia todo por lá. "Esse treino é muito bom, esse treino é muito bom", era o que não se cansava de repetir Joselito, amigo/vizinho/corredor e colega de trabalho que nunca havia corrido conosco naquelas bandas.
Pedra de Xangô
No retorno encontramos alguns dos nossos na passagem em nosso santuário de treino (Pistão/Pinicão) e, pra continuar falando em natureza e crenças, aproveito para divulgar a luta dos Representantes do Candomblé que pedem o tombamento junto ao IPAC de uma belíssima rocha denominada Pedra de Xangô, ameaçada de implosão por uma Construtora.

Contam os mais velhos que no tempo da escravidão negros fugidos escondiam-se nas reentrâncias da Pedra de Xangô. Independentemente de credo, preservar aquela rocha representa preservar o belo, preservar a natureza, preservar a história.


Com duas horas de boas passadas chegamos de volta e só aí me lembrei que estávamos avaliando as camisas, o que por si só já parecia atestar que elas funcionaram bem. Ainda assim fiz questão de ouvir a opinião do pessoal, que também foi favorável.

Até a próxima!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

MARATONA DE SALVADOR : PROGRAMAÇÃO


No próximo dia 15 estaremos novamente nos unindo para dar um novo passo na luta por uma Maratona em Salvador.

Num percurso de 42,2km, com largada e chegada no Jardim de Alah, que atende diversas variáveis como belezas naturais, história, turismo, etc, tentaremos mostrar o grande potencial que tem nossa cidade para abrigar uma corrida deste porte, que pode, inclusive, tornar-se uma das principais do país.

Como no evento do dia 02 de outubro, mais uma vez teremos durante o trajeto a companhia do ciclocinegrafista Rodrigo, que seguirá junto aos corredores ajudando também na hidratação. A idéia é fazermos um belo vídeo da Maratona em nossa Capital para posterior divulgação.

O percurso será o seguinte:
Largada no Jardim de Alah sentido Jaguaribe para subir a Av. Pinto de Aguiar; Paralela; Av. Luís Eduardo Magalhães; Av. San Martin; Largo do Tanque; Viaduto dos Motoristas; Av. Régis Pacheco; Calçada; Feira de São Joaquim; Av. da França; Mercado Modelo; Av. Contorno; Campo Grande; Corredor da Vitória; Ladeira da Barra; Farol da Barra, seguindo pela orla até o Jardim de Alah.

Na tentativa de aumentar a presença de participantes, além da possibilidade de fazer os 42,2km integrais, teremos outras opções de distâncias. Haverá pró-maratonistas que largarão juntos, mas não pretendem fazer o percurso completo e outros (esses em maior número) que entrarão no meio da Maratona. Já temos confirmação de pessoas que vão fazer 31, 21, 15 e 10km e, por conta destas nuances, deixaremos abaixo uma programação com o horário previsto de largada e de passagem em alguns lugares-chave.
As próximas camisas terão as letras em negro para melhor destaque

Apesar da chuva nos últimos dias, suamos bastante a camisa  andando pelas ruas de Salvador,  procurando encontrar um lugar (já que detonamos o estoque da loja anterior) que vendesse camisetas do mesmo material que usamos no último evento do Salvador Pró-Maratona e, quase 42 km depois, (rs) conseguimos encontrar  algumas num tecido chamado Aero Dry que segundo os profissionais da Sublimação é melhor para fixação da Logomarca.
 
Ao primeira contato a camiseta parece ser bem confortável, de toda forma amanhã já iremos colocá-la no treino para melhor avaliar o produto. Quem preferir participar do Movimento com a camisa antiga poderá fazê-lo. Os interessados em adquirir a nova, que terá um valor de R$ 12,00 (doze reais), por favor, mantenham contato  ainda esta semana, informando quantidade/tamanho para que tenhamos tempo de providenciá-las. 

MARATONA DE SALVADOR - PROGRAMAÇÃO:
15/11/2011 (FERIADO)
5:15 - Concentração no Jardim de Alah
Haverá um carro guarda-volumes e faixas alusivas ao evento serão afixadas no local.

5:30/5:45 - Largada (Jardim de Alah)
Rodrigo, que estará fazendo as filmagens desde a chegada no local de concentração, seguirá com os pró-maratonistas levando em sua bike uma caixa de isopor contendo água e isotônico.

O ritmo deverá ser aproximadamente de 10 a 11km/hora e os horários abaixo são estimados. De toda forma estaremos com celulares para facilitar o monitoramento dos participantes que irão se juntar ao Movimento durante o percurso.

6:30/6:45 - Memorial Luís Eduardo Magalhães (Paralela)

7:30/7:45 - Largo do Tanque / Viaduto dos Motoristas

8:00/8:15 - Elevador Lacerda / Mercado Modelo

8:30/9:00 - Farol da Barra

O mapa abaixo foi traçado no Google Earth. Quem tiver este programa e quiser visualizar melhor todo o trajeto pode deixar um comentário aqui ou enviar um e-mail para bikeselva@hotmail.com que enviaremos o arquivo.
 Até a próxima!

domingo, 6 de novembro de 2011

BRASKEM ECO RUN 2011 SALVADOR

Acompanhando uma tendência mundial, uma espécie de revolução vem acontecendo em nosso condomínio. Há alguns meses a vizinhança vem mostrando um grande interesse em atividade física, notadamente corridas e pedaladas.

Grande apaixonado por estes esportes e querendo “arrastar mais alguns para a Irmandade”, desde que percebi estes sinais, tenho buscado algumas formas de incentivar a galera, e foi nesse intuito que junto com a titia Lalá participei da Eco Run Salvador 2011.
Entre os estreantes Pombo, Manuela e Jair
 Para os vizinhos Manuela, Fernando (Pombo) e Jailton hoje foi dia de estreia e a prova da Braskem, realizada nas imediações do Jardim de Alah, serviu como portal de acesso ao maravilhoso mundo das corridas de rua.

Inscritos nos 05km, assim como nós, os debutantes saíram-se muito bem em suas provas. O consenso era que tudo havia passado muito rápido, o que indica que a galera estava se sentindo bem.
Os tempos obtidos foram os seguintes:
MANUELA
43:11
FERNANDO (Pombo)
33:59
JAILTON (Jair)
23:00
LARYSSA (Tia Lalá)
29:00
ROBERTO (Eu)
19:02

A julgar pela alegria contagiante com que chegaram ao condomínio, e pelo tanto de estórias da Corrida contadas por cada um deles, logo logo, se Deus quiser, outros vizinhos serão arrastados por esta onda de entusiasmo.

Retornando para casa devidamente medalhados
Após a corrida segui meu “treino” com os “velhos” e bons sparrings Rafael e Luan.
Bienal do Livro

Boa semana a todos!
                                           ouvindo histórias...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

CAJAZEIRAS - STELLA (IDA E VOLTA): FAST DUATHLON

Partidas e Chegadas
5:15 da manhã, mal acabara de levantar para começar os preparativos do treino de hoje, um estridente barulho de campainha ecoou pela casa fazendo com que eu despertasse de uma vez por todas durante a breve corrida para atender ao telefone.

Do outro lado da linha uma voz ansiosa me fazia a seguinte pergunta:
- Vamos de qualquer jeito não é?
- Claro que vamos! Quando foi que a gente desmarcou alguma coisa por conta de tempo ruim? Rs
- Estou indo praí (num tom muito mais tranqüilo).

Nem mesmo a forte chuva que vem caindo em Salvador nos últimos dias foi capaz de demover Pataro da idéia de fazer um novo treino de corrida/bike para nos provar que a queda da semana passada não o tinha deixado traumatizado.
 Gil (com conjutivite) e Pataro
Apesar de ser relativamente menor, nosso trajeto ainda tinha algo de belo e desafiador: 15km de corrida + 14km de bike, temperados pelo imenso desejo de um amigo que tentava se livrar dos apelidos recebidos nos últimos dias: “ cai-cai”, “barbeiro” etc.

Por volta das 6:00 saímos de Cajazeiras (Gil, Pataro e eu) com destino a Stella Maris. Para aumentar a distância optamos por um “caminho ecológico” que sai na Estrada do Cia. No meio do trajeto encontramos com Alan, que mesmo sabendo que não haveria uma quarta bike para ele retornar, entrou no grupo.
Alan (de amarelo) juntando-se ao Grupo
 Com 1:15 de corrida, sempre debaixo de chuva, chegamos em Stella onde fizemos uma rápida transição para as bikes e iniciamos nosso caminho de volta para Cajazeiras, desta vez via São Cristóvão e Estrada Velha.

O grande destaque do retorno ficou por conta de Alan que saiu de lá junto com a gente e, correndo sempre abaixo dos 4min/km, deixou-nos impressionados com sua performance,  conseguindo manter-se à frente do nosso comboio (formado por Gil e eu para acompanhar e dar segurança ao nosso novo ciclista) até a chegada a Boca da Mata.
 Como faltava tão pouco para chegar ao ponto em que Alan iria se separar do grupo, resolvemos administrar o ritmo da pedalada nos 3,8km do "Pistão" para prestigiar nosso campeão até o fim da sua corrida.

Após nos despedirmos de Alan rumamos para casa e, em menos de 1 hora de pedalada, já estávamos todos sãos e salvos em nosso destino. Sem traumas e sem quedas DE BIKE (rs).

Senta que lá vem estória!

Vai parecer que é brincaderia, mas, infelizmente (rs), não é.

Seguíamos para Stella, no velho e bom converseiro de sempre, quando de repente ouvimos um barulho de tênis derrapando e o som de um corpo estabacando-se no chão de barro molhado. Acertou quem pensou em Pataro. O cara despencou e não me deu a menor chance na corrida que disputamos logo depois (eu desesperado para ligar a câmera e fazer um registro enquanto ele pulava do chão como um gato enlameado para não ser fotografado).
"caminho ecológico"
 Conscientes da não gravidade da queda, todos nós rimos muito do episódio (inclusive a vítima) e certamente esse é mais um daqueles “causos” que vão nos ajudar a passar o tempo em corridas vindouras.

Bom feriado!







sábado, 29 de outubro de 2011

ITACIMIRIM - IDA E VOLTA (DUATHLON SURPRESA)

Itacimirim: chegando nas canelas e voltando nos camelos
No começo desta semana, durante a madrugada, numa daquelas viradas de um lado para outro na cama, despertei assustado com a impressão de que havia ouvido vozes dentro do quarto. Com o coração disparado, mantendo os olhos fechados, permaneci o mais imóvel quanto me permitia o medo. Aos poucos, os sussurros foram se aclarando, e pude perceber que se tratavam de duas vozes distintas, das quais pude ainda acompanhar o seguinte diálogo antes de voltar a adormecer:
“- Foi por sua causa.
- Mas bem que você se beneficiou também.
- É verdade, admito, mas já não aguento mais. Será que ele não vai mais voltar?
- Não fala assim, ele nunca nos abandonou antes...
- “Férias, férias”, você é quem ficou enchendo o saco com isso.
- Eu sei, eu sei. Aliás, como poderia me esquecer se todo dia você me joga isso na “cara”?
- Pssss. Cuidado, acho que ele acordou...”

*   *   *

Talvez não fosse o mais indicado para quem havia “dado um tempo” nas corridas nos últimos 20 dias, mas o retorno aos trabalhos foi em grande estilo: Salvador-Itacimirim (50km), com direito a um bônus no final.

Às 5:30 da manhã, acompanhado dos amigos Pataro e Gil (também treinando para a prova de 24 horas de Campinas), fomos deixados no Aeroporto (Km 0 da Estrada do Coco) pela Titia Lalá.
De um modo geral todos nós estávamos meio fora de ritmo e seguimos nossos passos da forma que o corpo ditava, como sempre, claro, no maior “converseiro”.
 
A cada km que avançávamos eu agradecia a Deus por estar me sentindo bem e readquirindo a confiança que andava abalada por conta das dores sentidas nas últimas corridas.

Em Barra do Jacuípe (Km 30) enquanto Pataro e Gil entravam num Posto de Gasolina buscando banheiro e água, por receio de parar e sentir algum desconforto, avisei-lhes que seguiria num passo tranquilo aguardando que eles me alcançassem.

Mesmo num passo miúdo, nos próximos 12 km só mantive contato com os dois via celular. Ora eu ligava abusando “Vocês vão ficar aí pra sempre... rs” ora, eles me ligavam brincando também “rapaz, que passo tranquilo é esse..rs”.

saindo do Posto em Guarajuba
No km 42, após aproveitar a dianteira e entrar no Posto de Gasolina em Guarajuba para comprar coca-cola, água e gatorade para repor nossos cintos/mochila de hidratação reencontrei os amigos.

Os últimos 8km fizemos lado a lado no famoso bate-papo da galera e, com 5:40 de corrida (incluindo as paradas para foto, banheiros, compras de alimentos e hidratação), atingimos Itacimirim, onde nos aguardavam, na casa do amigo Antônio (a quem devemos muito pela possibilidade da aventura deste dia), nossos meios de transporte da volta, sobre os quais Pataro não fazia a menor idéia.
Senta que lá vem estória...

Com pouco tempo de corrida, durante a Maratona de Porto Alegre, conheci Jefferson Pataro. A afinidade revelada no prazer em correr longas distâncias acabou por nos aproximar e logo-logo nos tornamos amigos e parceiros de empreitadas.

Pois bem. Nestes anos todos de amizade, toda vez que conto algum passeio/viagem de bike ele diz que também gostaria de fazer parte de um desses passeios, mas nunca conseguimos efetivar a tal pedalada.

Quem leu o último post pode ver que na semana passada fui pedalando com Rodrigo para Itacimirim. Ao mesmo tempo em que fazíamos nosso passeio, também estava “aprontando” uma surpresa para Pataro.

Na terça-feira, dando prosseguimento ao plano, foi a vez de Gil ir pedalando até lá para deixar sua bike.

Resumo: À exceção de Pataro, que pensava que voltaríamos de ônibus, todo mundo sabia que nosso retorno seria feito de bike.

DUATHLON SURPRESA
No intuito de ir preparando o psicológico de Pataro, de vez em quando, durante os 50km da ida, o “ameaçávamos” com mais duas horas de treino na areia fofa da praia após nossa chegada a Itacimirim para completar o treino das 24 horas.

A gente ria muito por causa da resposta dele: “Cê tá maluco?” e, cochichando, fazíamos nossa apostas: Será que o cara vai topar?

Assim que chegamos, abri a porta de casa e fui tirando a primeira bike. Pataro, caindo em si, foi logo exclamando: “Tem três bicicletas aí dentro, né?”

Para nossa alegria, não só topou como vibrou com a possibilidade de continuar o treino retornando a Salvador em cima de uma bike.

Por volta do meio dia, após uns 40 minutos em que aproveitamos para “destruir” um lanche que havia deixado na geladeira e tomarmos uma chuveirada no fundo do quintal, dando sequência ao nosso treino, iniciamos nossa pedalada de volta.

A VOLTA
Das três bicicletas à disposição, Pataro optou por voltar na Caloi 10 de Rodrigo; levou algum tempo para adaptar-se (até porque nunca havia pedalado na pista), mas logo-logo estava deslizando feliz pela estrada, não obstante as cãibras que vinha enfrentando desde que havia parado em Itacimirim.

À altura de Barra do Jacuípe fomos surpreendidos pela aparição de Rodrigo que, contando com nossa presença no trecho, pedalara na direção contrária até nos encontrar e dar meia volta para seguirmos juntos até Salvador, onde voltaria a nos deixar na Paralela.
Quase na chegada do Pedágio em Jauá (36km pedalados), num momento em que já se encontrava bastante integrado com a bike, infelizmente, nosso novel ciclista de estrada perdeu o controle e, após várias tentativas em vão de evitar a queda, foi ao chão, ganhando de nós (os mais experientes em quedas) os gritos, cuidados e brincadeiras de consolação pela estreia no asfalto que lhe rendeu algumas raladuras, graças a Deus, sem maiores consequências (“coisa de menino”) como fez questão de afirmar o próprio Pataro.
alguns segundos antes da queda
Pouco tempo após a queda ele viria a ter um breve momento de desorientação (muito semelhante ao ocorrido com o amigo Cristiano durante a doublhe marathon 84). Talvez resultado da soma de horas de treino e muito sol, mas nada que umas paçoquitas e uns jatos de água gelado na cabeça não pudessem resolver. Coisas de Ultra.

Chegamos a Stella Maris (55km) com 2:35 pedaladas (nada mal para um iniciante após uma corrida de 50km) e, apesar das cãibras e raladuras, Pataro, num gesto generoso de quem queria diminuir nosso mal estar (meu e de Gil) pelo seu acidente, festejou gritando que havia sido o melhor treino da vida dele.

É claro que teria sido melhor sem o acidente, mas com certeza foi um daqueles dias inesquecíveis. 08 horas e 15 minutos, 105km (50 a pé, 55 de bike), que só fazem aumentar ainda mais a sensação de irmandade que existe entre a gente.

Se tudo der certo, na próxima quarta teremos surpresa.

O DIA SEGUINTE
Como diria uma certa personagem de Chico Anysio: “eu não sei mentir”.  Hoje acordei bem quebradinho (já falei acima que o treino de ontem talvez não fosse o mais indicado após tanto dias de férias) então, para dar uma recuperada, resolvi sair com o vizinho Fernando (Pombo) para pedalar um pouco antes de ir fazer um trote com Alan e Carlinhos que estavam correndo nas Dunas da Lagoa de Dois Dois.

Por falar em acordar, durante a noite quase não dormi direito, tal era a barulhenta festa feita por meus dois joelhos, que, aparentemente embriagados de prazer, sem se preocupar com a possibilidade de serem descobertos, não paravam de gritar: “100 por cento, 100 por cento, 100 por cento”. Graças a Deus!

Bom Domingo!
missão cumprida