segunda-feira, 18 de julho de 2011

AS DUAS METADES DA DOUBLE MARATHON 84 KM

A Maratona do Rio foi uma festa maravilhosa, mas o Desafio de corrê-la em dobro superou todas as expectativas!

Parte 1 - A "volta"
O relógio marcava 02 da manhã quando deixei o quarto para ir ao encontro dos ultramaratonistas Cristiano Marcelino e Nilton Amaral. Havia conseguido dormir apenas por três horas, mas me sentia extremamente descansado. Apesar da proximidade do Hotel Inglês com o Pórtico de chegada (local programado para nosso encontro), preferi seguir de táxi para o local da largada, um tanto para economizar as pernas para o "passeio" que viria logo a seguir, outro tanto visando ganhar algum tempo para conhecer os parceiros naquela viagem.

Ainda dentro do carro pude "reconhecê-los" por causa dos coletes refletivos em forma de X que haviam sido definidos em conversas telefônicas como um dos ítens de segurança. Junto aos Ultras estavam o filhinho de Marcelino (super animado àquela hora da madrugada) e sua esposa, que além de estar ali registrando a largada com filmagens e fotos, às 2:45 foi responsável por soar a buzina da largada da Double Marathon 84km.

O caminho de "ida" começara e em poucos minutos, finalmente, estava conseguindo me livrar daquele friozinho na barriga (junto com uma segunda pele que usei por 02km). A galera era boa de papo e logo conversávamos animadamente como se já nos conhecêssemos há muito tempo.

À altura de Copacabana havia um posto de Powerade sendo guardado por pessoas da organização, aproximei-me para pedir um isotônico e enquanto um rapaz dizia que ainda não podia entregar nada, outro que leu (e entendeu) o que estava escrito em minha camisa foi logo atalhando o amigo dizendo: "Pode pegar o que quiser". Peguei uma garrafa e acelerei o passo para voltar ao ritmo dos companheiros.

Nos bares espalhados pela orla, a turma da "night" (muitos sem saber realmente o que significava aqueles três homens correndo de coletes e lanternas) raramente ficava indiferente à nossa passagem e ouvimos de tudo: indagações em voz alta, aplausos, o famoso "lá vão os malucos" e, quando umas mulheres meio chapadas atropelaram um cone, que ajudamos a retirar de baixo do carro, até cantada recebemos.

A lua branca e enorme ainda boiava no céu quando vimos à frente um corredor solitário. Quando estávamos a ponto de alcançá-lo reparamos que ele tirou uma máquina digital e, aparentemente sem notar nossa presença, começou a filmar a si próprio enquanto corria e falava algo. Quando emparelhamos ele automaticamente nos perguntou numa voz alta (levava um mp3): estão fazendo a double? Respondemos que sim e ele nos contou que ficara sabendo e, inspirado nisso, tinha saído de sua casa (que era próxima ao pórtico da meia-maratona) e estava indo no sentido da largada da maratona para depois retornar junto com o povo também.

Apesar de ser apenas o convidado daquele Desafio, não fiquei muito à vontade quando após aquele breve papo fomos deixando "nosso" corredor para trás e reduzi o ritmo para explicar-lhe que teria muito prazer em seguir junto com ele, mas não poderíamos fazê-lo porque havia pouco tempo para cumprir os quilômetros que faltavam antes de ser dada a largada (o que não era problema para ele já que não instava inscrito) da maratona.

Às 7:15 da manhã, com 4h28 cumprimos a primeira meta. O corre-corre agora era para encontrar Pataro (com quem eu estava hospedado desde o sábado à tarde) e pegar uma sacola repleta de coisas (óculos, maltodextrina, proteína, etc) que lhe pedi para trazer.

Enquanto eu fazia a troca de figurino (sai colete refletivo, entra protetor solar) Pataro se mandava para um rápido aquecimento. Ao sair do guarda- volumes para uma padaria onde estavam Amaral e Marcelino ainda deu pra ver que ele foi se alinhar nas primeiras fileiras e desejei-lhe mentalmente sucesso em sua busca pelo sub 3:20.

Parte 2 – A “Ida”
Dez minutos após a largada, devidamente abastecidos (em meu caso, sanduiche de queijo com coca e uma xícara de café-com-leite), tomamos o caminho da "volta".

Por volta do 6° km (ou 48), vi os meus companheiros trocar cumprimentos com uma mulher a quem educadamente também cumprimentei com um balançar de cabeça e só depois disso é que li o nome dela na camisa e vi que se tratava da Ultra Sandrinha. Alegre com a surpresa, falei com ela mais efusivamente chamando-a pelo nome e ela, por sua vez, retribuiu-me um sorriso "xoxo" até que me perguntou num tom ultra entusiasmado "você que é Roberto?” (acho que ela também leu na minha camisa, rs), aí sim, entre risos, nos abraçamos de verdade. Até que enfim nos conhecíamos pessoalmente e o lugar do encontro não poderia ser melhor. Fiquei um pouco ao lado dela enquanto os meninos se afastavam e ela me disse que eu seguisse, pois não estava podendo ir mais forte do que já estava. Lá pelo final da prova ainda voltaria a encontrá-la.

Algum tempo após este encontro foi a vez de rever o corredor da madrugada que nos fez várias reverências enquanto passávamos, contando ao pessoal que estava ao lado dele sobre o nosso Desafio. Fiquei bem feliz em revê-lo e, como ele estava acompanhado, desta vez segui adiante mais tranquilo.

Por volta do km 12/54 o Amaral foi ficando um pouco para trás e todos tivemos que diminuir o pace para nos manter próximos. Após alguns quilômetros nesse novo ritmo, Marcelino, com a alegação que temia, neste ritmo menos fluido para ele, sofrer com algum tipo de cãibra ou dor que pudesse atrapalhá-lo no final da corrida, acertou com o parceiro que seguiria na frente comigo e que, caso mantivéssemos a frente, o aguardaríamos a 1 km do final para fazermos a chegada juntos.

Junto com Marcelino beiramos por muito tempo a casa dos 6’/Km. Isso enquanto não chegávamos num posto de hidratação, onde geralmente pegávamos vários copos d'água que dividíamos entre beber e jogar na cabeça. Também muitas vezes catávamos gelo para colocar num recipiente onde tomávamos coca-cola. Essas paradas fizeram com que várias vezes reencontrássemos corredores que havíamos passado antes, então criamos uma adversária "virtual" (uma menina que corria de saia junto ao seu namorado) e toda vez que ela voltava a nos passar eu dizia: “temos que ir, ela tá na frente” rs.

Na passagem do Túnel do Joá a Light fez umas animações com luzes que simulavam pessoas correndo e aplaudindo que ficaram muito legais.

Na Niemayer reencontrei Eduardo (que havia conhecido na corrida 02 de julho) e ele também fez uma senhora divulgação do nosso Desafio; gritava para o povo o que nós estávamos fazendo e isto aconteceu várias vezes durante o percurso já que, apesar de estarmos num ritmo um pouco mais forte, gastávamos mais tempo nas paradas para reidratação. No mesmo tom de incentivo do Eduardo houve também um homem (se não estiver errado, de Niterói) de barba, que toda vez que tornávamos a encontrar pedia aos expectadores que batessem palmas dobrado, pois estávamos fazendo a Maratona pela segunda vez naquele dia. Retribuía estes carinhos com aplausos para o público e nossos MC’s.

Também na Niemayer o Marcelino enfrentou uma queda de pressão, mas por sorte estávamos perto de uma mesa de hidratação cheia de gelo derretido e ele, valendo-se dos ensinamentos do Dean Karnazes (tática de Bad Water) sentou-se enquanto eu jogava o líquido mega gelado em sua cabeça. Após este banho, que foi seguido da ingestão de duas barras de proteína, tudo voltou ao normal e começamos a descida em direção ao Leblon.

Agora era só curtir a movimentação do povo, que é bem maior a partir dali, enquanto reabastecíamos em pleno vôo: batata-frita em Ipanema; banana e sequilho em Copacabana.

Deixamos a orla pegando a tão sonhada Av. Princesa Isabel. O cansaço era muito menor que o prazer de estar vendo a numeração subir tão rapidamente. Na enseada de Botafogo reencontrei a Ultra Sandrinha, que pediu que a esperasse após o final, mas acabamos nos perdendo.

Alguns minutos depois, recebi a ligação de Pataro me perguntando se eu já havia chegado. Respondi-lhe que estava no Km 40 e que estava tudo tranquilo no "longão". Como grande amigo que é, audivelmente eufórico pelo sucesso do nosso Desafio, só depois de muitos elogios é que foi me dizer que já estava indo para o Aeroporto e que a prova dele tinha sido RP (3h18).

A 1km do final, a esposa do Marcelino entregou-nos a faixa com a qual avançamos para a linha de chegada. Entre vários fotógrafos vi Tião fazendo o registro de nossa chegada e me mandando um sinal de ok. 
Com 4h48 de retorno, num total de 09h17, sob muitos flashs e aplausos cruzamos o pórtico.

Éramos esperados por Lucas Loos, repórter do Globoesporte.com, que logo começou a entrevistar-nos dizendo que não poderia aguardar a chegada de Amaral, pois precisava ir embora para publicar as matérias. O negócio começou a girar muito em torno de tempo e horários, então comecei a falar-lhe do caso do rapaz da madrugada e ele logo demonstrou interesse e passou a me perguntar coisas, inclusive, para minha surpresa, quando lhe disse meu nome ele deu um sorriso dizendo: “Ah! Você é o Roberto Encarnação, eu conheço seu blog” (claro que fiquei envaidecido com o reconhecimento).

Enquanto nos dirigíamos de volta ao km 41 para esperar o Amaral, percebi que o cara de barba acabara de chegar, fui parabenizá-lo e agradecer-lhe o incentivo durante a prova e dele ouvi a seguinte frase: "Parabéns a vocês! O que vocês fizeram é que é um grande incentivo para todos nós!". Obrigado por mais isso. Da mesma forma havia agradecido o Eduardo, que completou a prova enquanto ainda estávamos na área de chegada.

Aguardávamos o Amaral quando o Jorge Ultramaratonista apareceu e realmente pude comprovar o quão carismático é o cara. Atencioso com todos, em poucos minutos o vi incentivando dezenas de pessoas. Conhecer o Jorge foi outra coisa muito boa dessa viagem ao Rio.
Jorge e eu aguardando Amaral
Alguns minutos depois, eis que surge o Amaral. Com as pernas já meio travadas levanto-me junto com o Marcelino para fazer nova chegada (acho que vou mudar o nome para Double 85) com a faixa sendo carregada, desta feita, a seis mãos.

Vibrei com a chegada do companheiro que certamente enfrentou momentos difíceis na prova, mas teve a garra de ir até o fim. O mais importante certamente acontecera: além das novas amizades, estávamos todos de volta e com saúde.

No apagar das luzes, em meio às despedidas, o Organizador da Maratona (Spiridon) determinou que nos fosse entregue mais uma medalha para cada um e então finalmente tomei o caminho de volta para o Hotel com duas medalhas tilintando ao pescoço.

Assim que conseguir reunir as fotos colocarei um post ilustrando este magnífico dia. Valeu Ultras Nilton e Marcelino! Por enquanto deixarei aqui um link para a matéria que saiu no Globo Esporte.

Gostaria de agradecer a Samuel (www.correrebom.blogspot.com) pelo gentil telefonema que me deu no sábado à noite. Às vezes um pequeno gesto pode ter uma força que a gente nem imagina. Acabara de comer uma pizza e caminhava de volta para o Hotel, meio inseguro de como seria a "double marathon" e suas palavras de incentivo produziram em mim imediatamente uma assustadora auto-confiança.

A pedido dos meus amigos ciclistas, o bike-doação que seria amanhã foi adiado para a primeira terça-feira de agosto (dia 02). Então ainda temos uns dias para quem as pessoas que tenham interesse em participar doando roupa e/ou pedalando entrar em contato.
 
Boa semana!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

DE SSA PARA O RIO


Desde as 15 horas já me encontro em solo fluminense. O dia começou cedinho com um trote de 10 km (acompanhado de Joel), em que aproveitei para experimentar o colete refletor que usarei nos primeiros 42 km da Double no domingo.

Na passagem pelo pinicão encontramos Alan, Carlos e Chico, que me encheram de palavras positivas. Essa energia é muito importante para alguém como eu, que nunca consegue livrar-se daquele friozinho na barriga nas horas que antecedem um evento.

Após um banho, mala nas mãos, dei uma passada na casa dos meus filhos e tive a sorte de já encontrá-los acordados para recarregar de vez a bateria antes da viagem.

Meu vôo tinha uma conexão em Brasília e lá conheci a Maratonista Conceição, da Equipe X; um bate-papo recheado de corridas “encurtou” o tempo de viagem para chegar à Cidade Maravilhosa.

Saí andando do Santos Dumont para o MAM e livrei-me logo da obrigação de pegar o kit antes de ir para a casa da minha tia Rita.

Amanhã por volta do meio-dia sigo para o Aterro, onde irei hospedar-me com o amigo Pataro, a fim de ficar mais próximo da largada da Double.

Bom final de semana!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

12 DE JULHO - DIA SENSACIONAL



Mal havia começado o dia quando demos início ao nosso treino de ontem no Pinicão. Acompanhado de Gil, Alan, Joel e Rosivaldo (que chegou de última hora), tinha pela frente a missão de fazer 11 tiros de 400 metros, enquanto a titia Lalá cumpria seus 5 km de grama e Chico fazia seus tempos run de 1.500 metros.

Após o devido aquecimento recomendei a todos que fizessem aqueles primeiros 400 metros sem forçar tanto para que o corpo pudesse ir se acostumando com o esforço e, num tom de brincadeira/séria afirmei que buscaria fazê-lo em 1’25. Ao ser ultrapassado na marca dos 100 metros por Alan (único que iria até o final do treino) ainda pude ouvi-lo me dizendo que estava muito forte para quem queria fazer 1’25, mas ao cruzar a linha de chegada nossos cronômetros registravam exatamente o tempo pretendido. Claro que “tirei onda” dizendo que eu era quase um Marilson dos Santos, famoso por cumprir à risca todos os paces indicados pelo seu treinador (Adauto Domingues) como se tivesse um relógio nas pernas.

Dosando bem a intensidade o treino foi show, já que conseguimos iniciar num patamar tranquilo, ir baixando sempre a cada tiro e no final fazer o mais forte. Abaixo minhas marcas do treino de ontem:

1
1’25
2
1’21
3
1’18
4
1’19
5
1’18
6
1’20
7
1’17
8
1’18
9
1’18
10
1’18
11
1’13


Assim que retornei para casa, liguei para casa dos meus filhos e rapidamente fui atendido por Luan, que numa vozinha ansiosa foi logo me dizendo: “Papai, já chegou meu aniversário!” (como poderia esquecer se nos últimos meses diariamente tive que lhe informar quanto tempo faltava para chegar este dia? rs). Disse-lhe que sabia e que estava ligando para saber se ele e o irmão estavam prontos para irmos passear. Embora a festa dele estivesse programada na casa da avó para o próximo final de semana, fui pegá-lo para celebrarmos este dia tão especial.

Com os fofuréticos no carro, partimos (titia Lalá e eu) para o Shopping Salvador para que eles brincassem no Game Station enquanto comprávamos o presente tantas vezes pedido pelo aniversariante.
Presente escondido no carro, saímos do shopping por volta de meio-dia e fomos pegar minha mãe (que está em Salvador estes dias) e Tia Lourdes para irmos comer Yakissoba, a comida preferida da galerinha, no Yan Ping.

Com a obrigação de levá-los por volta das 18 horas, logo depois do almoço, ainda meio sonolentos, deixamos as Vovós em seus compromissos (médico e siesta) e partimos sem perda de tempo para a segunda parte das atividades.

Havia pensado em colocar uma velinha em cima de uma torta e, após uma sessão de Carros 2 no apartamento em Cajazeiras (para estar mais perto da casa deles e evitar atraso na hora de levá-los de volta), fazermos um lanche e entregar o presente que é um personagem daquele filme. 

No final do treino pela manhã havia confirmado com Gil que os meninos dele estavam livres pela tarde e pedi-lhe que me deixasse ir buscá-los para animar a “festinha” de Luan.

Com os convidados gentilmente cedidos (rs) por Gil e Angélica (04 filhos e 02 sobrinhos) o lanchinho acabou virando um festão.  Todos se divertiram bastante; adoraram principalmente a obrigação de não deixar sobrar nada do que havia sido comprado para o lanche. Luan esteve tão empolgado com a “festa”, que se desligou por completo da expectativa que estava de ver logo o presente e, somente após cantar os parabéns, soprar as velinhas e ajudar a servir os amiguinhos é que lembrei-lhe que ainda havia uma surpresinha no quarto.

Com aquela ansiedade sincera, tão peculiar às crianças, a embalagem foi vorazmente violada e aquele brilhinho nos olhos ao avistar o carrinho espião, já amenizava um pouquinho o preço alto pago por ele. Mas o que fez tudo valer a pena mesmo foi o que ouvi de Luan tão logo o carro ficou vazio, assim que deixamos na casa de Gil todos os amiguinhos:

– “Foi um dia Sensacional!”

Nem precisa dizer quantas lágrimas escorreram pelo meu rosto enquanto os levava de volta para casa não é?

No próximo post irei dar detalhes da programação da Double Marathon!
Sobre o bike-doação da próxima terça-feira, quem quiser participar doando e/ou pedalando favor entrar em contato por aqui ou via email bikeselva@hotmail.com

Fiquem com Deus!


segunda-feira, 11 de julho de 2011

BIKE-DOAÇÃO

Titia Lalá em Itapoan/Joel de bike vendo a prova/ Pataro e Samuel Pastor na Adidas/Rafa e Luan na praia
No aguardo da Maratona do Rio de Janeiro no próximo dia 17, optei por dar continuidade na semana passada ao treinamento de manutenção que havia traçado antes de resolver tentar, com alguns Ultramaratonistas cariocas, a Double Marathon, rotina que darei sequência também esta semana até o dia da viagem.

Planilha do Mês de Julho
SEG
TER
QUA
QUI
SEX
SÁB
DOM
Body Pump + Leg Press
(10 séries de 50 repetições - entre 60 e 100 kg)
15 tiros x 400m / 1 minuto de trote
Body Pump
1h Bike + 1h Trote
15 a 20km em Fartlek (3min forte X 2min fracos)
1h de trote
Bike ou Longão

Neste final de semana meus treinos foram complementados com deliciosas manhãs de praia com os pequenos Luan e Rafa. No sábado saí para trotar com a “titia Lalá” (que aproveitou as férias para retomar as corridas) e, no domingo, com 04 horas de bike para cumprir, foi a vez de arrastar Joel, de férias desde a Maratona de São Paulo, para uma pedalada pela Linha Verde. No retorno ainda deu tempo de dar uma passada na Boca do Rio e avistar alguns amigos que estavam participando da Corrida Adidas.

A velha e boa bicicleta tem sido minha companheira nestes dias de espera. Basta subir em minha bike e sair pedalando por aí para, invariavelmente, fazer-me a eterna pergunta: “Como posso passar tanto tempo longe dessa sensação?”. Antes de entrar no mundo da corrida de rua o máximo de tempo que passava sem bikear eram 02 dias. Começava a sentir um formigamento (rs) e quando recorria à ponta dos dedos para fazer as contas sempre chegava à constatação de que já havia completado dois dias sem “biciclar” e, com certeza, no outro dia cedinho já estava na estrada.

Aproveitando o assunto bicicleta, gostaria de convidar a todos para participar do próximo “Bike-Doação”, marcado para o dia 19 de julho (terça-feira), que consiste numa prática que adoto há alguns anos com amigos ciclistas de sair cedo para o centro da cidade levando café, pão, roupas usadas e agasalhos para doar a moradores de rua. Fazemos a boa ação e, de quebra, damos uma voltinha de bike.

Quem tiver interesse em participar pedalando e/ou doando roupas favor manter contato por aqui ou via e-mail (bikeselva@hotmail.com).

Boa semana!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

DOUBLE MARATHON 84 KM



No próximo dia 17, estrangeiros e corredores de todas as regiões do país invadirão a Cidade Maravilhosa para juntar-se aos cariocas e desfrutar do belíssimo percurso da Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro.

Participando desta festa desde 2009, só após muita reflexão resignei-me a quebrar a sequência e ficar de fora dela este ano, e desta forma continuaria sendo, caso não houvesse acontecido um certo papo que tive com o Lucas (www.varapido.blogspot.com) no sábado após a corrida 02 de julho.

Para que se entenda melhor o conteúdo da tal conversa, precisarei voltar um pouco no tempo (senta que lá vem estória...)

Durante a fase de preparação para o Desafio Salvador Aracaju conheci, através do blog criado para divulgar o evento, o blog da Ultra Sandrinha e, encantado com um relato sobre uma Ultramaratona na Lagoa do Taquaral em Campinas, imediatamente elegi esta prova para minha estreia nas 24h, adicionando mais um objetivo para o ano de 2011.

Para não chegar a Campinas completamente do zero programei uns longões em horas que aumentariam gradativamente até chegar à prova de 24.

Em maio, no final de semana da Maratona de Porto Alegre foi realizado o treino de 06 horas (uma forma de compensação por não ter ido à capital gaucha).

No mês passado, Marcelo Augusti (meu treinador à distância) sugeriu que eu poderia fazer o treino das 08 horas dentro da Maratona do Rio e, apesar de no primeiro momento ter achado aquilo meio maluco, um minuto depois eu já estava cogitando maneiras de por em prática a dica.

Após considerar as várias possibilidades de execução do longão dentro da Maratona do Rio, a idéia que mais me empolgou foi a de fazer uma corrida de volta e ida. Para tanto necessitaria hospedar-me no Aterro do Flamengo, e entre as 3:00 e 7:30 da manhã, correr no sentido inverso (chegada/largada) para depois retornar os 42 km já dentro da maratona. Nesta hipótese conseguiria fugir do sol, mas por causa do horário ficaria com a segurança comprometida.

Intimidado pelo medo de correr sozinho em plena madrugada de sábado para domingo numa Capital acabei abandonando a idéia e já estava decidido a fazer meu longão de 08 horas no Parque de Pituaçu no dia 16 de julho (como forma de compensar a minha ausência no Rio, rs), véspera da Maratona.

Então encontrei o Lucas...

Falávamos de coisas soltas e em dado momento dizia-lhe que tinha pensado em ir para o Rio fazer a Maratona “ida e volta”, mas que por alguns motivos (entre eles a falta de segurança), havia desistido, quando ele interrompeu minha fala dizendo-me que sabia de uma pessoa que iria fazer uma coisa mais ou menos assim como eu estava lhe contando, e que tão logo chegasse em sua casa me enviaria o endereço do blog.

Fiquei empolgado com a possibilidade de ter outra pessoa pensando um desafio igual e, antes mesmo de receber o e-mail do Lucas, já havia descoberto em minhas pesquisas o blog do Cristiano Marcelino e imediatamente mandei-lhe um e-mail.

Não resistindo à curiosidade, no domingo à noite mantive contato com o Ultra Marcelino e pude confirmar que realmente se tratava da mesma idéia e o encontrei receptivo a ter parceiros nesta empreitada. A parte ruim da história era que as inscrições para a Maratona já haviam sido encerradas.

Ao responder-lhe que sem a inscrição eu não participaria do Double Marathon, Cristiano, que é ligado à Equipe CE+3 e teria uma reunião com a Spiridon (organizadora da Maratona), prometeu tentar conseguir-me uma vaga remanescente e já me enviou logo uma ficha instruindo-me a preenchê-la para que, em caso de sinal positivo da Promotora do Evento, ele já pudesse imediatamente efetivar a inscrição.

A segunda-feira foi de muita expectativa até que, no final da tarde, ele me ligou avisando que havia dado tudo certo e que eu já estava na lista de inscritos. Comemorei o êxito e comecei imediatamente o corre-corre dos preparativos para a viagem.

Em breve passarei mais detalhes deste novo Desafio.

Bons treinos!

domingo, 3 de julho de 2011

RESPIRANDO CORRIDA

 















O cardápio deste sábado esteve bem recheado de coisas legais, mas não há como negar que o ingrediente principal foi a corrida.

XII CORRIDA DOIS DE JULHO

Para o “café-da-manhã”, tendo como parceiros Tia Lalá, Gil, Angélica e Pataro, a programação indicava a prova da AVAB, onde encontramos com outros amigos, entre eles a dupla de Samuel (o Moreira e o Barreto), Lucas, Isaías e Dart, que esteve por lá mostrando suas lembranças da Meia Maratona Golden Four Asics, e a quem finalmente conheci.

Um ventinho gelado saudava os corredores que foram ao Farol da Barra participar da corrida Dois de Julho. A manhã perfeita para ficar metido entre as cobertas também estava ideal para correr; distantes das nossas camas, a alternativa que restava era correr o melhor que pudéssemos e creio que assim o fizemos.

Vejamos:
5km:
Angélica (esposa de Gil) fez sua estreia em competição e chegou bastante tranquila e feliz;

A Titia Lalá, que não corria há mais de um ano, retornou às competições (apenas com dois treinos) e conseguiu um RP;

10km:
Pataro, que se mandou antes da premiação, foi campeão da Categoria 45/49;

Com o tempo de 39:46, a conquista do 07º lugar na Classificação Geral e o vice-campeonato da Categoria 40/44 me deixaram bem contente;

Para quem estava retornando às corridas após forte gripe, fechar a prova com o tempo de 46 minutos já era um grande feito, entretanto, Gil, com seus inúmeros coelhos na cartola ainda iria nos fazer uma enorme surpresa.

CAMPEONATO BAIANO CAIXA DE ATLETISMO

Após um almoço regado a estórias da corrida da manhã, nossa “sobremesa” era a última etapa do Campeonato Baiano Caixa de Atletismo, em Simões filho, para onde nos dirigimos (Titia Lalá, Gil e eu) levando “nossos” atletas Alan Ricardo e Edson Barbosa, que competiriam nos 1.500 metros.

Para os atletas que ainda não tinham presença confirmada no XXXV TROFÉU NORTE NORDESTE CAIXA DE ATLETISMO, que será realizado entre os dias 15 e 17 de julho em Natal/RN, conseguir o índice (tempo mínimo necessário para participar da competição) era ainda mais importante que a vitória, e esta era a situação tanto de Alan quanto de Edson.

Desta forma, ontem foi um dia em que se viu muito esforço na busca destes índices. Houve caso de gente que ganhou sua prova, mas, em vez de vibrar, caia no choro quando conferia que não havia conseguido o tempo ideal.

Envolvido com as competições que se desenrolavam em meio a choros e risos, imaginem qual não foi minha surpresa quando, pelo auto-falante, ouvi o nome de Gil na lista de chamada dos atletas que iriam competir no Lançamento de Dardo. Ele havia me falado que gostaria de participar de alguma coisa, mas não o levara muito a sério.


Com trajes bem diferentes dos de um atleta, sem nem saber ao certo o nome do esporte que escolhera para participar (juro que chamou de “jogar setinhas”  rs), lá se foi o multi Gil para uma nova experiência e eu, claro, mesmo preocupado com a segurança do povo (aquele negócio fura mesmo), fui lá torcer e registrar.
Gill partindo para o lançamento
Na prova de maior interesse para “minha equipe” (1.500 metros) Alan, apesar de não ter conseguido o índice, talvez ainda tenha um dos tempos mais próximos e agora estamos vivendo a expectativa do resultado que ainda não foi divulgado. Quanto a Edson, foi ao pódio em 3º lugar, praticamente carimbando sua passagem para a capital potiguar.

 
O resultado de Edson teve um significado especial e vou contar o porquê. No último mês de maio, na Maratona de Porto Alegre, à altura do km 39, Edson, que vinha com incríveis 2 horas e 28 minutos, teve um apagão total, parou de correr, sentou-se no chão e não queria ir mais adiante de jeito nenhum; por mais que todos que passassem lhe dissessem que estava perto e que ele poderia ir até mesmo andando, somente meia hora depois foi que se levantou, instado por amigos que lá o encontraram e seguiu para completar a maratona em 3h01.

Segundo o próprio Edson, neste dia ele não deu uma palavra com mais ninguém, extremamente mal-humorado que ficou com o episódio. No retorno a Salvador cogitou a hipótese de parar de correr e assim tentou fazer até que recebeu uma homérica puxada de orelha de um de seus mentores, que o fez retornar à vida na semana passada.

Qualquer um que o tenha visto correndo ontem feliz e brincalhão sabe que o lugar dele é ali mesmo, como se diz na gíria do futebol, “dentro das quatro linhas”, mas na hora em que nos despedíamos pude ouvir dele uma frase que me fez ganhar o dia como “técnico” e fã, foi quase como um pensamento em voz alta: “de quebra saí daqui acreditando em mim de novo”.

A notícia mais preocupante do dia de ontem é que podemos estar perdendo um grande maratonista. Gil ficou em sexto lugar dos oitos participantes dos lançadores de setinha, digo, dardo, com a marca de 32 metros (acho que nem estou tão surpreso), superando inclusive o atleta que minutos antes lhe deu as primeiras dicas neste esporte.
  
Boa semana!
Representando Pataro