Veio enfim o dia da Maratona e a festa não
poderia ter sido melhor.
Desde a largada (que poderia ser mais cedo
caso o chip fosse entregue no dia anterior junto com o kit) era visível a
emoção que envolvia toda a comunidade corredora.
Confirmando nossa teoria de que já estava
mais do que na hora de termos a oportunidade de correr a rainha das provas em
casa, muita gente ali estava prestes a partir para seus primeiros 42,2k.
A emoção, porém, não era privilégio apenas
dos noveis corredores, confesso que mesmo depois de tantas Maratonas o
sentimento dessa vez tinha um tom especialmente diferente de tudo que já vivi. João
Paulo, com quem fiz os primeiros quilômetros (e que emplacou um maravilhoso
sub-3) foi outro que fez questão de mostrar quão arrepiado estava por fazer
parte desse momento histórico.
Sem ter treinado especificamente para a
Maratona e enfrentando uns problemas com o abdome inferior nas últimas semanas,
sabia que dificilmente conseguiria superar o tempo de Brasília em maio (3h01), mas
apesar de tudo, como não sou de perder jogo no primeiro tempo, larguei num
ritmo ideal para uma tentativa.
No começo da prova o que chamou mais
atenção foi a dianteira que Ronaldo – o corredor mais rápido do nosso CT
Pinicão – colocou para o restante do pelotão de elite.
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| Ronaldo e Valdir voando em nosso CT. |
Eu e com certeza muita gente pensamos logo:
“Ele não vai aguentar esse ritmo”. Engano geral, felizmente, Ronaldo foi
campeão da prova com 2 horas e 32 minutos e “uma semana” na frente do segundo
lugar.
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| Ronaldo chegando pra vencer a prova |
Até o km 15 segui próximo a João Paulo e
Carlinhos (inimigo de faixa rs), depois fui controlando o ritmo para passar a
meia na casa de 1h e 29.
Exatamente na marca da meia, pelas passadas,
reconheci a aproximação do outro arqui-inimigo de faixa, Chico (é duro ter esses
amigos na mesma categoria rs).
Peguei uma carona com Chico até o km 25 e
quando nos aproximávamos da área da largada (km 26) o tempo já estava em 1h 52.
Dali pra frente teria 8 km de contra-vento
e a temperatura já estava acima dos 30º, juntando tudo avaliei que não teria
condições de manter ritmo para RP e deixei Chico ir embora.
Com dois concorrentes de faixa à minha
frente, o negócio a partir dali seria apenas administrar para não ser passado
por mais ninguém da categoria 45/49. O sonho: fazer um pódio triplo com os meus
amigos e companheiros de treino Chico e Carlinhos.
Mesmo diminuindo (e muito) o ritmo cheguei
ao km 34 sem ser ultrapassado por ninguém e superando alguns corredores. Aliás,
o único CARA que não deixou cair o ritmo nesse trecho foi o monstro João Paulo.
No km 36 vi aproximar-se e ir embora um
possível inimigo de faixa (rs), queria muito lutar mas estava preso ao ritmo
que vinha imprimindo, fiquei um pouco chateado comigo mesmo só com a remota
possibilidade de estar perdendo a chance
do pódio triplo.
Em ritmo de “trote”, mas sem ser
ultrapassado por mais ninguém (acredito que cheguei em 22º lugar), a 100 metros
da chegada dei-me ao luxo de fazer uma parada para dar um beijo na tia “Lalá”,
mas fui logo avisando: “não acostuma que não é todo dia que vou chegar assim...
rs”.
Fechei a Maratona e a primeira coisa que
fiz foi matar a curiosidade quanto à idade do corredor que havia me
ultrapassado, Manoel Menezes: “tenho 42 anos”.
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| Corredora feliz completando a prova com mais de 5 horas |
Depois da prova fui tomar um banho,
retornando mais tarde para o pórtico de chegada onde deixei-me ficar até o
meio-dia registrando a expressão genuína de felicidade das pessoas que verdadeiramente
haviam superado os 42,2km (e deliciando-me com isso).
A premiação por categorias começou e o sonho
de subir com Carlinhos e Chico ruiu quando chamaram Raimundo César – campeão da
faixa com 2h e 57 (mesmo tempo do J.P).
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| Pódio Categoria 45/49 |
É claro que gostaria de estar lá com eles,
tenho certeza que faríamos um pódio bem barulhento, mas saber que eles
conseguiram também é motivo de muita alegria.
De mais a mais, concluir a prova em 3h e 18
(desde 2008 não faço um tempo alto desse), não me estava fazendo merecer troféu.
O resultado não saiu ainda e nem sei se
realmente fiquei em quarto lugar na categoria, mas só posso agradecer mais uma
vez a Deus por tudo. Acabei feliz, sem dores, entre amigos e pronto para
começar uma preparação em busca do sub-3 em Curitiba.
Mas isso é estória pra outro momento.
Mesmo afirmando a todo
momento que se trata de uma vitória coletiva, fui hoje muitas vezes parabenizado
pela chegada da Maratona e não custa nada dizer mais uma vez:
Quem acreditou na
ideia é tão importante quanto quem a concebeu!
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| com Pataro |
Todos nós estamos de
parabéns, mas preciso deixar um carinho especial aos amigos Pataro, Gil e Deja, que
estão neste sonho desde o primeiro momento.
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| Gil, Deja, Amâncio e Analice |
Até a próxima Salvador!
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| Ângela, Amâncio, Deja, eu, Cristiano, Chico, João Paulo, Suely e Everton |
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| Grande Amâncio e Jeferson Pataro |
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| Com Pataro e o Prof. André Araújo (Corpus Vitalle) no sábado |
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| Rubem |
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| Pataro |
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| Joel |
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| Gil |
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| Deja |
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| Chegada de Chico |
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| Chegada de Carlinhos |
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| Joel, Admilson e van |
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| Ivan |
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| Ivan prestes a fechar seus primeiros 42,2 |
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| O maratonista Ivan e o ciclista Jair |
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| Prof. André e a doce rotina de entregar troféu a sua esposa Prof. Ângela |
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| levados para o pódio |
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| Carlinhos e Chico |
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| JP no Pódio 30/34 |
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| Cristiano |
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| Maratona dedicada ao filho e nora |