quarta-feira, 18 de novembro de 2020

TRABALHANDO (CORRENDO E PEDALANDO) EM CAMAÇARI

 

Com Igor, Daniiel, Lécia, Raylane, Jaqueline, Rafa 1, Rafa 2, Dany, Yolanda e Levi

Com a missão de  auxiliar nos trabalhos técnicos para a realização,  no último domingo, das Eleições de 2020, e vivendo em Camaçari desde final de setembro,  graças a Deus, aqui estamos nós para escrever mais um capítulo da série "Correndo e Trabalhando em".

Os leitores deste blog, conhece bem o prazer que sentimos nessa combinação, trabalho e treinos longe da nossa cidade. A possibilidade de conhecer pessoas, explorar novos caminhos e o grande risco de trazer mais gente para nossa tribo, enquanto corremos e pedalamos espalhando por aí o vírus do "vamos nos movimentar".


Como a prova alvo do segundo semestre (Maratona Guarajuba-Salvador), foi antecipada para um dia antes da viagem, nosso período em Camaçari, coincidiu com uma redução de volume, muito bem vinda neste cenário em que tivemos que realizar o primeiro turno das Eleições.

O Cross training foi também outro aliado desta nossa redução de volume, que pretende funcionar como um descanso ativo, já visando os Desafios de 2021, e como não podia deixar de ser, a bike, nossa velha companheira voltou a fazer parte das planilhas.



Nessa linha de combinar descanso dos músculos e tendões da nossa atividade competitiva (a corrida) e diversão, um dos treinos mais simbólicos feitos por aqui nesses meses foi um pedal passando por praticamente todas as cidades ligadas ao Polo de Informática de Camaçari. 


Então no dia 02 de novembro (antes de iniciar o expediente) e acompanhado do amigo Manoel, foram quase 08 horas em cima da bike num trajeto circular : Camaçari, Lauro de Freitas (imediações), Simões Filho, São Sebastião do Passé (entroncamento),  Santo Amaro, São Francisco do Conde, Candeias, Camaçari.


Outro dia especial foi o da nossa participação num treino de reconhecimento da Cascultra, prova trail organizada por nosso amigo Marcelo Tea, que tem  largada próxima ao sítio Alvorada no Machadinho. 




Associada a nossa proposta de redução de volume, a manutenção de intensidade foi outra tônica desse período. Desta forma foi possível também aproveitar o tempo de treino curto para fazer tiros de 400 metros que visam a simulação de uma prova de 5k no dia 22 de novembro.

Os dias posteriores a esse tipo de treino são perfeitos para convidar gente que tá iniciando (ou re) no mundo da corrida, e foi com muita alegria que pude contar em alguns deles com a companhia de Lécia e Daniel, técnicos de urnas que estavam trabalhando conosco.

Lécia e Daniel (5 e 7 km respetivamente) no Praça da Simpatia

Enfim, tivemos ótimos momentos por aqui, fechando com chave de ouro hoje na comemoração do aniversário de Iolanda (a mãezona (ou seria Vovózona?) dos TUs, dos quais ganhei uma bela camisa de ciclista.


Uma homenagem musical  (clique para assistir) envolvendo todo o pessoal dos dois Cartórios foi o ponto alto desse dia, e como não podia deixar de ser, agradecendo a Deus por tanta gente do bem que segue pondo em nosso caminho, tomamos o rumo de casa, trazendo na bagagem a doce sensação do dever cumprido.

Parabéns, Yolanda!
Passaremos às imagens a missão de contar um pouco mais deste Camaçari Eleições 2020.

Até a próxima!








Inseminação/Lacração dos municípios pertencentes a nosso Polo de Informática







Pedais








Fórum Eleitoral a Braskem











Reconhecimento da Cascultra


E outras mumunhas mais...























sábado, 10 de outubro de 2020

MARATONA SALVADOR A GUARAJUBA (O retorno )

Joanildo, Robson, Lay, Val, Josué (Foguetinho), Pataro, eu e Manoel

E duas semanas após corrermos a Maratona Guarajuba a Salvador, chegou enfim o dia tão esperado de percorrer os 42,2 km no sentido inverso.

A ansiedade se justificava, afinal de contas, desta feita, Pataro e eu, correríamos ao lado de nossos parceiros e irmãos de treinos, com direito a uma estreante na distância "full".


A caminho de mais uma maratona no mano a mano

Os destinos eram diversos. Nosso bonde tinha várias paradas programadas: Interlagos (21,1 km), Arembepe (25 km), Barra do Jacuípe 32 km e os 42,2 km em Guarajuba.

Vivendo em Camaçari desde o final do mês passado, por volta das 3h 30, fui buscado pelo amigo Manoel para ir ao ponto marcado para o encontro com a turma.

Em meio à minha famosa correria "sargentônica" pra fazer encaixar toda a logística concebida, sempre há momentos em que me pego vendo a coisa toda como se estivesse de fora, num desses instantes, é que senti mesmo muito orgulho pela evidente sintonia de sentimentos do grupo prestes a deixar o bambuzal do aeroporto em Salvador.


Maira, a cada 3 km, a melhor visão do dia

Para nos ajudar na empreitada, contaríamos com a dupla de "staffs" (pilotos do carro de hidratação, acumulando  função de fotógrafos) Maira e Jailton.

Vale ressaltar que Jailton, para nos ajudar com a hidração, gentilmente havia declinado de fazer parte da brincadeira como corredor.

Jailton , ex-staff rs, nos últimos 10km, dando aquela força a Joanildo (67 anos)  prestes a bater seu recorde pessoal nos 42,2 km (4h e 22 minutos)

Outra coisa importante a salientar é que naquela mistura boa, de velhos e novos amigos, Jailton, assim como Lay, Robson e Joanildo, também foi por assim dizer um "fruto surgido" em meio a esse momento que estamos atravessando"


Robson prestes a fechar os 25k (Arembepe)  em 2h 11

Quantas estórias. Alguns dos "novatos" chegaram vindo de longas paradas, e a cumplicidade do compromisso cotidiano, nos fez bem a todos.

Lay - de Salvador a Arembepe (25k ) em 2h13

A gente tem consciência do nosso poder de influenciar, motivar, mas é importante ressaltar, é mesmo muito importante que se tenha consciência, que isso é uma via de mão dupla.
Foguetinho festejando sua chegada em Barra do Jacuípe (32km)

Então para Pataro e eu "os vovôs" da turma, hoje era dia de usar nossa experiência para fazer companhia e ajudar cada um a chegar a meta para a qual haviam se preparado. O tipo de "leão' que nos aprazeria "matar" todos os dias. rs!

A VIAGEM

Costumo dizer que a presença dos amigos sempre suavizam as missões.
 


Neste sábado, mais uma vez, isso ficou bem claro. Um dia de muitas conquistas pessoais, todo mundo entregando suas missões (traçadas de forma compatível com o volume/intensidade dos treinos) em excelentes tempo e astral.



Não há como negar, porém, que a cereja desse bolo foi a forma exuberante com que Val curtiu sua primeira viagem na mágica distância de 42,2 km.



Pataro e eu, que a seguíamos de perto,  aos cochichos pra evitar jogar pressão na corrida de nossa amiga e parceira de treinos do dia-a-dia, íamos vibrando com seu ritmo consistente.

Val em sua passagem em Barra do Jacuípe

E não custa nada lembrar: Maratona não oficial, em pleno mês de outubro na grande Salvador. Bem diferente do panorama esperado para a Maratona de Porto Alegre, que hoje ela estava simulando.

O tempo voou, os quilômetros, idem.


La para o km 39, Manoel (que havia feito sua meia maratona, e desde então vinha fazendo parte dos staff) juntou-se ao grupo.

Filhos de Marcelo Augusti reunidos e viagem chegando ao fim,  meu lado Oswald de Souza percebeu que estávamos muitos próximos de uma marca muito legal para uma estreia nas condições aqui já descritas.



Na passagem do km 40, falei pra Val que ela estava com chegada provável entre 3h59 e 4h01. 

Durante toda a preparação, evitamos sempre (Pataro e eu) falar abertamente sobre projeção de tempo. Não queríamos jogar nenhuma pressão na corrida de nossa estreante.

Naquele momento, contudo, não resisti, pulei na frente e enquanto gritava, vamos aproveitar o agora e brigar por esse sub -4. 



Val reagiu bem... apertou o passo atrás de mim, e re-encaixando um ritmo de 5'30/km cruzou o "pórtico de chegada" com o excelente tempo de 3h 59' 31.


A festa ficou completa quando o "véi" apontou lá adiante, e chegou feliz da vida com o fato de ter sido a primeira vez que fechava uma maratona sem nenhum intervalo de caminhada. Muito bom, mesmo".



Fechamento de ciclo com sucesso... A melhor vitória, sem dúvida, é aquela que pode ser dividida e celebrada por todos.



Agradecendo a Deus pela manhã maravilhosa, felizes todos, partimos para nosso merecido recovery. 

Axé!













Manoel, graças a Deus, já recuperado e podendo brincar de fazer meia-maratona





domingo, 27 de setembro de 2020

MARATONA GUARAJUBA A SALVADOR

Em Guarajuba, prontos para a largada


E hoje foi dia de correr 42,195 km entre Guarajuba e Salvador.

Escolhida para substituir a Maratona de Porto Alegre (adiada e posteriormente cancelada), a prova marcada para este domingo trouxe-nos muito das sensações de uma competição oficial. 

A preparação iniciada em meados de julho nos proporcionou diversos e divertidos treinos, o que, nestes tempos que estamos atravessando, é mesmo para se agradecer muito, muito, a Deus!

Nestes dias que  antecederam a nossa prova principal do ano de 2020, não faltaram o frio na barriga e a vontade de que chegasse logo o dia D, ou seja a velha e boa TPM - tensão pré-maratona -até que "as jaulas" fossem abertas nessa manhã.



De terra do sol,   veio a possibilidade de aderir, pela coincidência da data, à Maratona Virtual de Maceió, 

A PROVA EM SALVADOR

Com uma bicicleta amarrada ao transbike, acompanhado de Manoel e Gil, as 5h 15 demos início a nossa viagem de Guarajuba a Salvador.

Gil e Manoel - apoio de luxo


"Amigo não se governa". E que bom é poder contar com eles. Afinal além de estar desfrutando da presença positivíssima de dois outros irmãos, estávamos com a mesma logística de nossa vitória nos 100 km da Ultramaratona da Serra na Paraíba .

A programação era a mesma; A bike só entraria em ação caso houvesse um distanciamento entre mim e Pataro que comprometesse o trabalho de hidratação dos meninos. E olha que além da hidratação de 3 em 3 km, ainda acharam tempo para fotografia e até puxar em ritmo em algum destes intervalos.



Há apenas 04 semanas estávamos saindo de um mês de treino de força nas Dunas, e na verdade, a data prevista inicialmente para nos por à prova era o dia 10/10 (a mesma em que nossos companheiros de treinos irão fazer seus 42,2 k, inclusive o próprio Manoel, hoje funcionando como staff de luxo), entretanto por motivos laborais foi preciso que atalhássemos o treino específico em duas semanas. 

Esse detalhe trazia para "nosotros" uma gostosa sensação de tranquilidade. Independente de nosso tempo de conclusão, sabíamos que iríamos fazer uma boa maratona, 

Pataro passando em Barra do Jacuípe


Havia traçado mentalmente  um plano "de ir morrendo aos poucos" rs, para tentar um sub 3h10, encarando-a apenas como uma meta possível, não uma obrigação e encaixado  o ritmo, segui viagem sempre agradecendo a Deus por poder estar mais uma vez fazendo o que gosto, e em tão boa companhia.

A primeira parte do plano rolou bonitinho 1h 32'30 na marca da meia maratona.



A partir do km 28 (na altura do Pedágio), mesmo com a folga de 15' segundos programada, já não conseguia seguir sem muito esforço de concentração. E vou lhes contar, É tanta coisa pra pensar em 42 km, vira e mexe, me pego tentando resolver aquela questão logística do treino da semana que vem, rs. 



Passei no 30k com o relógio marcando 2h 13 alto, portanto dentro do plano. Com o sobe e desce do terço final definitivamente já não estava confortável. Decidi-me, então,  por não brigar com o ritmo e administrar o melhor que pudesse até a chegada em Salvador. Afinal de contas, treino é treino, e jogo amistoso é praticamente a mesma coisa. rs.



Desta forma,  com 3h 15' de viagem aterrissava na primeira capital do Brasil. 



A festa ficou completa quando Pataro e Gil (que desde o km 30 passsara a fazer o suporte dele na bike) apontaram no horizonte, cruzando a linha de chegada com a velha alegria de sempre.

Agora era entrar no carro de Manoel e voar para repor as energias com uma deliciosa feijoada.




Axé!


obrigado, amigos!