quarta-feira, 21 de maio de 2014

CORRENDO EM MACEIÓ PELO ANIVERSÁRIO DE MARCONDES LYRA


No último domingo a corrida levou-me uma vez mais à belíssima Maceió. O evento esportivo no entanto não era uma corrida oficial, mas uma comemoração surpresa pelo aniversário do amigo Marcondes, organizado por sua dedicada esposa Sandra Lyra com tamanha eficiência que me senti parte de um filme de espionagem.

Para melhor entender o motivo da minha participação nesta festa alagoana precisarei retornar um pouco no tempo e falar de como conheci o Marcondes.

Novembro de 2013
Faltando menos de 15 dias para a realização da Ultramaratona de Revezamento 300km da Acorja, Etapa Mossoró/Natal,  fui convidado/convencido pelos organizadores Lula de Holanda e Gilmar Farias a participar da corrida compondo uma equipe de Maceió que estava precisando de corredores.

A Pé no Chão necessitava ainda de mais uma pessoa e levei comigo o amigo Rubem para também fazer parte do time.

Assim que a equipe reuniu-se ficou evidente que, entre nós cinco, Marcondes era o corredor com menos experiência, fato que ele mesmo fazia questão de ressaltar.

Cada um dos participantes teria que correr 4 trechos de 15km, sendo dois no sábado e dois no domingo e, apesar do chororô, em sua primeira parte nosso novel corredor acabou mandando razoavelmente bem.
Acompanhando Marcondes em seu segundo trecho (Lages-RN)
No final da tarde do primeiro dia, Marcondes  assumiu o último trecho na segunda colocação e, coisa que absolutamente não estava em seu contrato, iniciou uma sangrenta batalha que nos manteve nesta colocação.

No outro dia nosso guerreiro voltaria a ser o destaque da equipe e símbolo de superação para todos que participaram daquela etapa, mostrando raça e coragem para fazer sucumbir todos os seus fantasmas interiores e cumprir a missão de realizar a chegada da Pé no Chão em Natal.

O mérito da vitória daqueles dias foi todo do guerreiro Marcondes, entretanto, por ter corrido o tempo inteiro ao seu lado (enrolando-o com estórias e músicas de gostos duvidosos), acabei ganhando um destaque maior em seus relatos quando retornou à sua cidade.

Março de 2014
Saindo de uma sessão de cinema recebi a ligação de um telefone com prefixo 082 (AL).

- Olá. Eu sou Sandra Lyra, esposa do Marcondes. Irei fazer um aniversário surpresa pare ele em maio e gostaria que estivesse presente, pois desde que voltou ele sempre fala de você.

Achei ótimo ter sido lembrado, mas devido a contenções de gastos estava pronto para agradecer-lhe dizendo que provavelmente não poderia ir, mas o que a Sandra disse em seguida mudou tudo:

- O aniversário cai num dia de semana, estou pensando em fazer uma corrida entre amigos no dia 25, mas se esta data não der para você a gente muda para outra em que você possa vir.

Aquelas palavras soaram como uma rajada deixando-me atônito. É óbvio que o que acontecera em novembro fora algo absolutamente natural, mas aquela deferência realmente deixava-me envaidecido.

 Já não via a hora de desligar o telefone para dividir com a tia “Lalá”, que estava ao meu lado, a notícia, quando o tiro de misericórdia foi disparado:
- “Pode vir com sua família que há lugar para todos aqui em casa”.

Aquele domingo coincidia com o Running D’aventura, o anterior ficou acertado como data da corrida / festa surpresa. Alguns dias depois o convite foi estendido a Rubem e desde então o resto foi digno, como já disse lá em cima, de filme de espionagem.

Sábado


Com a família no Rio São Francisco

O fato é que, no último sábado, após passar o dia na Foz do Rio São Francisco, à noite já estava hospedado com a família na casa de Marcondes (disse-lhe alguns dias atrás que iria a Maceió a passeio com a família e ele nos convidou para ficar em sua casa).

Horas antes ele descobriu que, “coincidentemente”, Rubem também estava em Maceió, pois soubera da minha estada ali e conseguira uma passagem barata de avião.

Encontrando com Rubem e Rubinho na Praia do Francês
Como parte do plano, seu compadre Marcelo Victor havia falado com ele para aproveitar que eu estava na cidade e fazermos um longão no domingo.

Ele estava tão inocente que quando me falou do “convite” de Marcelo Victor fez questão de dizer que não precisava eu ir pois estava na cidade para passear com a família.

Rubem também iria para “nosso” treino e a viagem para pegá-lo na pousada seria usada também para ganhar tempo enquanto Sandra preparava a chegada dos “convidados”.

Aliás, quase que o plano ia por água abaixo justamente na hora de pegar o Rubem. No dia anterior, quando a “agente” Sandra Lyra o apanhou no aeroporto, deixou com ele um bugre do Marcondes.

Eu estava mostrando ao Marcondes o local em que Rubem estava hospedado quando ele exclamou:
- Mas que carro parecido com o meu!

Por sorte Rubem já estava lá na frente da Feira de Artesanato e pude gritar para desviar sua atenção:
- Olha o Rubem lá, olha o Rubem lá!

Dali fomos pegar o Marcelo Victor, que fez Marcondes praticamente retornar à sua casa para pegar Joni (um amigo corredor) e aí o negócio tomou ares de comédia pastelão.

Com desculpas pra lá de esfarrapadas ficamos quase uma hora rodando de uma extremidade a outra na pequena orla de Maceió e nosso aniversariante já estava disposto a desistir e prestes a explodir.

Após receber mensagem de ok de Sandra, Marcelo dirigiu-se ao local onde finalmente iríamos estacionar, mas não sem mais um lenga-lenga:
- Rapaz, você tá nervoso. Vá brigar com sua mulher, não brigue comigo não. Fique calmo. Já pensou se você tivesse uma surpresa? Acho que nem aguentaria.

Quando Marcondes olhou de lado pode ver cerca de 40 amigos padronizados com um camisa em sua homenagem e prontos para correr os 17km que separam Pajuçara da Massagueira, que quase em uníssono gritavam-lhe Parabéns!



Demorou um tempo para cair a ficha. Somente depois é que ele começou a ligar as coisas, inclusive, que eu e Rubem não estávamos ali por acaso e sim para participar da festa (falamos do episódio do carro, etc). rs

Embalados por um som ao vivo, após a corrida rolou um café da manhã seguido de churrasco.


Entre um e outro fomos (Rubem, Rubinho, eu, tia Tetê, tia Lalá, Rafa e Luan) visitar as Piscinas Naturais de Pajuçara.

Pajuçara (piscina natural)

Viajamos de volta imensamente agradecidos por todo carinho e hospitalidade a nós dispensados e com a certeza de que realmente valeu a pena fazer parte desta festa.



Até a próxima!

A CORRIDA
































Fátima na chegada



Caminhando contra o vento



A FESTA











A VIAGEM







Piaçabuçu









a nuvem cachorro




















RAFA - foto de álbum de figurinha nº 10


domingo, 11 de maio de 2014

DE VOLTA A SALVADOR / TROTINHO PELO DIA DAS MÃES

Cristiane Fraga, "Tia" Lalá e Lu Bastos - Time feminino dividindo as lembranças do dia das mães

De volta a Salvador, de volta aos amigos, amores e colegas de treino e, para não perder tempo, mesmo com a previsão de chegada na Rodoviária às 06:40 (após 12 horas no ônibus de viagem) agendei  com  a turma para as 7:00 nosso treino do Dia das Mães.

Graças à pontualidade da Águia Branca (e da tia Lalá, que me apanhou na Rodoviária) deu tudo certo. E que forma mais gostosa de voltar para casa, apenas 20 minutos na capital baiana e já estava pronto para mais uma corrida entre amigos.

Logo que desci do carro, chamou-me atenção o monte de marmanjos que aguardava minha chegada para dar início a nossa corrida-festa. Cadê as mulheres?

Pelas chamadas não atendidas que vinha disparando desde as 5:00 da manhã já havia “adivinhado” que teríamos mais homens que mulheres na brincadeira, mas não esperava tanto e, como o resultado do Beta HCG da “tia” Lalá ainda não saiu, Lu Bastos acabou sendo a representante solitária  das mamães corredoras.




Não importava, o restante das “meninas”: Amâncio, Rubem, Samuel, Bruno, Agnaldo, Antônio Crispim, Everaldo, vá lá, eu também, estava ali para homenagear o Dia das Mães.


Saímos do Imbuí e, num trajeto circular de 11km, novamente pudemos desfrutar dessa coisa maravilhosa que é dividir entre amigos uma mesma paixão.



No retorno, os presentes que seriam sorteados acabaram sendo divididos entre Cristiane Fraga, tia Lalá e nossa representante mater, Lu Bastos.
Um beijo no coração de todas as mamães, em especial às minhas, às dos meus filhos, às “tias” Lalá e  Tetê (minha sogra)  por serem tão presentes  na vida dos meus pequenos e a minha tia-avó Hilda (mãe duas vezes), com quem pretendia passar esta data, mas que Deus resolveu levar para o Seu lado semana passada.


Tia Hilda
Uma excelente semana para todos!


Seu Osvaldo e D. Floripes 

Subindo o Curralinho


























Passagem pela tenda da Sport Run











Cia de Teatro Mistura - No Pelô antes do show de Chico César
PELOURINHO PARA TER CERTEZA DA VOLTA A SALVADOR