domingo, 12 de maio de 2013

LONGUINHO DO DIA DAS MÃES


Eu, Deja, André Fraga, Bruno Fraga, Suely, Ivone, Vanuza, Pedro Bueno, Cristina Cangussu, Ângela, Lu Bastos, Crsitiana, Pataro, Rubem e Vitório
Constatando que, apesar de toda chuva que vem caindo na cidade desde a última sexta-feira, não havia registro de tsunami ou terremoto, nesta manhã a turma do Salvador Pró-Maratona reuniu-se mais uma vez no Parque de Pituaçu para festejar correndo o Dia das Mães.

Num domingo tão frio e molhado, ter a cumplicidade de tanta gente boa para curtir os 13km de nosso treino comemorativo é um privilégio pelo qual não me canso de agradecer a Deus.



Aos poucos a galera ia chegando, mas o trânsito sempre complicado nesses dias acabou provocando um atraso incomum em nossos encontros, entretanto, não se pode dizer que foi um tempo perdido já que aproveitamos para colocar conversas em dia, contar nossas participações em provas/treinos recentes,  fazer alongamento e até brincar no parque.



O percurso, apesar de representar menos da metade em distância em relação a anos anteriores, traria algumas surpresas que levavam em conta que muitos ali presentes correrão no próximo dia 25 a Running D’aventura, prova em meio à natureza que é unanimidade entre os corredores baianos.




Às 7:10 demos início à nossa viagem e São Pedro, que havia dado uma trégua, logo providenciou novo aguaceiro, deixando o caminho cheio de verdadeiros rios e correntezas, condições bem semelhantes às que serão encontradas na RD.



Depois de deixarmos o Parque enveredamos pela rua de dentro, que segue paralela à Orla, até chegar à Avenida Jorge Amado. De lá entramos no Imbuí para pegar a assustadora ladeira da Estrada do Curralinho e sair em frente ao Centro de Convenções.

Foto tirada na Corrida das Mães no ano passado - Lad. Curralinho
Passando por trás do Centro de Convenções seguimos pela Rua Augusto Lopes Pontes e chegamos ao Stiep / Parque Costa Azul para atravessar a Otávio Mangabeira à altura do Jardim de Alah, onde, incansável (um dia vai dar certo rs), tentei convencer o povo a fazer uma fotografia no estilo Abbey Road, propondo este ano um concurso. Qual estará melhor? Confira no final do texto.

Ensaio para o concurso Abbey Road
Dali seguimos pela Orla na parte de cima do passeio até chegar à Praia dos Artistas onde, ainda pensando na RD, foi anunciado a galera que o restante de nossas passadas seria na areia da praia, que, infelizmente (infelizmente? rs), estava batida e bem tranquila de encarar.



Em frente ao Parque saímos da areia e atravessamos as pistas para fechar nossa comemoração com água de coco e bombons de chocolate.

A última surpresa da manhã foi o sorteio da uma camiseta para as mulheres presentes no treino (houve “macho” tentando me convencer a colocar seu nome na cumbuca), que foi auditado e televisionado e, ainda assim, teve como sorteada a prima Ângela, rs.

Entrega da camisa sorteada feita em conjunto pela ala masculina do treino

Agradecendo aos companheiros pela companhia em mais um treino e desejando FELIZ DIA A TODAS AS MÃES deixo-os com os registros fotográficos  que,  apesar do prejuízo causado pelo mau-tempo, ainda é capaz de dizer um pouquinho do que foi este dia.

Com minha mãe

TREINO NAS DUNAS ONTEM




ANTES DA CORRIDA - HOJE










DURANTE

















CONCURSO ABBEY ROAD




Boa semana!
Ângela exibindo camisa sorteada

segunda-feira, 6 de maio de 2013

MARATONA DE BRASÍLIA 2013


Êta sub-3 difícil sô! Vieram o RP e (até) um Pódio, mas o sonho de correr uma maratona na casa das 2 horas ficou para a próxima (se Deus quiser).

Antes de começar a falar da corrida propriamente dita não posso deixar de agradecer o grande carinho com que fomos acolhidos (Gil e eu) em Brasília pelo amigo e ultramaratonista José Wilson.


Sexta-Feira
Às 15:00 desembarcava na Capital Federal onde já me aguardava Wilson, que antes de instalar-me num apartamento na cidade-satélite de Águas Claras, fez questão de me levar para conhecer sua esposa, também corredora, e filhos na cidade-satélite de Ceilândia.

Mesmo com a rotina atribulada por conta de uma reforma que estão enfrentando em casa, foram boas horas de prosa passadas ali (alguém adivinha o assunto predominante? rs), inspiradas principalmente pela centena de troféus existente na coleção da família, toda envolvida com esportes.

Após um delicioso jantar fui deixado em “meu” apartamento e, em poucos minutos, o dia havia sido exaustivo, já viajava pelo reino dos sonhos.

Sábado
Conforme combinado, às 6:30 Wilson chegou para irmos a um Parque próximo fazer um “aquecimento” para a Maratona do dia seguinte.

Zé Wilson no Parque de Águas Claras
Para mim era a grande oportunidade de experimentar se a tal “secura” brasiliense afetar-me-ia da mesma forma negativa como havia sido 10 anos antes, quando passei por ali em viagem de bike.

Quando estamos nessas cidades cheias de Parques bem cuidados, com iluminação, segurança e repletos de pessoas praticando esportes torna-se mais evidente o quão abandonada está Salvador.

Não sei se é o fato de termos uma orla grande que leva os governantes a negligenciar o cuidado com algo que pode elevar (e muito) a qualidade de vida da população, mas o fato é que em nossos Parques (Pituaçu, da Cidade, São Bartolomeu) o que impera é o descaso e a insegurança.

Voltando a Brasília...


45 minutos de treino em temperatura agradabilíssima foram suficientes para afastar meu receio de uma crise de labirintite e projetar uma boa corrida para o domingo.

Após um banho partimos para o Aeroporto para buscar o amigo Gil e acabamos chegando praticamente no mesmo horário.

O tempo estava curto para Wilson, que ia acompanhar a filhota numa prova de natação, mas ainda assim, antes de ir embora, o cara nos presenteou com um city tour pelo Plano Piloto, deixando-nos em seguida na Estação Central, onde almoçamos e mais tarde pegamos metrô para casa.


Tava na hora de começar a concentração.

No final da tarde, para relaxar, aproveitamos para ver “Somos tão Jovens”, filme sobre Renato Russo, que estreou essa semana e tem exatamente Brasília como pano de fundo.

Domingo
Fomos apanhados por Zé Wilson por volta das 5:40 da manhã.

Pra variar, toda confiança que me acompanhara nos últimos dias já tinha ido embora, cedendo lugar à velha e conhecida dor de barriga.

Na tenda da CORDF
Como sei que não adianta nada, tratei de sossegar, logo soaria a buzina e tudo voltaria ao normal.

A Corrida
Sem atrasos, foi dada a largada em conjunto da Maratona e do Revezamento 21k.


Muita gente havia me alertado para o grande número de ladeiras do percurso. O destaque maior ficava por conta dos 5 últimos quilômetros, todos em subida e com uma ladeira de incrível inclinação ao lado do Congresso Nacional, 500 metros antes da chegada.

Havia poucas pessoas na prova e, empolgado com a proximidade com os líderes (deu para contar 22 pessoas à minha frente), fiz o primeiro km em 4’06 e o segundo em 3’56.

Estávamos numa descida, tinha consciência que precisava aproveitá-las para compensar as perdas das subidas, mas estava muito cedo e resolvi segurar o passo.

Neste momento passaram por mim pelo menos uns 20 corredores. Olho no relógio, fui regulando o ritmo. Em pouco tempo quem emparelhou comigo foi Marluce, a conterrânea que viria a ser a campeã feminina da Maratona.

Por volta do km 4, enfrentávamos uma enorme subida quando avistei a placa do km 38. Recomendado por Marcelo Augusti, estava levando comigo 200ml de dextrose para tomar quando faltassem 4 ou 5km para acabar a Maratona e, vendo ali uma oportunidade para diminuir o peso na viagem, sem pestanejar, deixei minha garrafa.

Depois de uma boa acelerada emparelhei novamente com Marluce e, após desejar-lhe boa prova, voltei a apertar o passo e me adiantei.
Marluce momentos antes da largada
Sempre que se está correndo uma prova longa com poucos competidores (foram apenas 284 na Maratona) há o risco da solidão.

Correr em bloco é muito mais fácil, portanto para quem está correndo contra o relógio é preciso muita concentração. Se vacilar, o cara se acomoda no bloco onde está com medo de fazer sozinho a viagem entre ele e o próximo atleta, que pode estar muito distante.

Verificando o tempo de cada quilômetro, só em alguns números-chave checava como estava o acumulado para analisar como estava a possibilidade do sub-3.

Foi assim que ao passar no Km 10 descobri que estava com a boa marca de 41’48 segundos.

Dividindo a prova em três terços, a próxima passagem a ser checada seria a dos 14km, onde teoricamente precisava passar abaixo de 1 hora (no km 28, abaixo de 2 horas) para chegar aos 42 abaixo das 3 horas, digo teoricamente porque ainda precisava de uma certa margem para os duzentos metros finais.

A passagem no km 14 foi animadora: 58’38, mantendo esta pegada sobraria tempo pra bem mais que duzentos metros (rs), mas é claro que há que se jogar nesta conta o desgaste do tempo de prova e principalmente, no caso de Brasília, os famosos 5km em subida no final.

Sempre correndo sozinho alcancei a marca da meia maratona e, cheio de curiosidade, fui logo checar o acumulado: 01h29’40. O negócio continuava possível. Animado, aprovei uma descida enorme que surgiu logo após o 21 e comecei a mirar bem lá na frente um corredor que ia ultrapassando a todos.

O cara ia bem consistente e mesmo de longe era uma inspiração para manter a pegada.

Chegou o Km 28 e com ele a hora de matar a curiosidade do tempo total de prova, e a espera valeu a pena: 01h58’55. Aqueles 65 segundos de sobra eram suficientes para os duzentos metros finais e ainda me davam o direito de fazer o último terço da prova até mesmo em uma hora fechada.

Fracionar a prova ajuda muito a tornar a chegada mais próxima. Uso inclusive neste processo de passatempo o próximo posto de hidratação, o próximo momento de ingerir carboidrato, a próxima consulta ao relógio (rs) e isso com certeza é bem mais fácil do que pensar nos 42,2km  de uma só vez.

No km 34 alcancei enfim o “senhor” que havia elegido como coelho desde a marca da meia maratona.

De longe havia notado que apenas um entre os seus muitos ultrapassados conseguira aumentar o ritmo para brigar com ele,  entretanto, exatamente no momento em que me aproximava o homem que reagira dava mostras de que não mais aguentaria aquela pegada.

Julgando que o homem que ficara pra trás podia ser alguém da minha faixa, tratei de passar por ele em alta para emparelhar logo com o meu coelho a quem euforicamente saudei com a seguinte frase:
– Há 13km que venho pegando carona no seu ritmo.

Ele riu amigavelmente (a gente nunca sabe o que uma frase destas pode provocar) e eu, feliz por não ter sido mal interpretado, mantive-me ao lado dele por alguns metros antes de avançar em minha busca.

As temíveis ladeiras já haviam começado e mesmo sabendo que aquela não era a prova ideal para correr buscando o melhor tempo não me deixava intimidar.

Ao avistar de longe a minha garrafa de dextrose, antes de me abaixar cuidadosamente para pegá-la, resolvi dar uma conferida no tempo total de prova e o que vi foi animador 02h42’11.

Cuidadosamente ergui o corpo (após tanto tempo correndo devemos evitar movimentos bruscos) e, de um só gole, ingeri todo o conteúdo da garrafa.

Acostumado a produzir pensamentos positivos para anular os milhares de pensamentos negativos que nos ronda toda vez que estamos nos exigindo ao máximo (o que é que estou fazendo aqui, etc), pensei que mesmo não tendo sentido grande melhora no desempenho com a dextrose no treino da semana anterior, desta vez ela iria ajudar.

Aí o bicho pegou.

Dei apenas uns passos julgando-me mais forte, quando comecei a me sentir tonto, estava subindo uma grande ladeira e com medo daquela tontura avançar para uma crise de labirintite.

Sabia que se fosse preciso sentar para esperar passar a tontura perderia no mínimo 5 minutos e aí adeus sub-3 (plano 1) e provavelmente adeus RP (plano 2).

Rezando a Deus que não deixasse aquilo acontecer justamente naquela hora, comecei a tatear em meu cinto à procura de um sachê de sal que Gil me dera pela manhã.

Antes do Km 39 fui ultrapassado por meu coelho, mas em algum momento entre o 39 e o 40 o mal-estar foi embora e voltei ao ritmo antigo.

Do 40 já era possível ver o Congresso e a enorme rampa a subir antes do passagem no pórtico, sabia que provavelmente o sub-3 já estava prejudicado, mas ainda restava tentar o RP então, juntando forças, parti para um tiro de 2.000 metros.

Meu Polar estava ajustado para tocar com 3 horas de prova (o som que eu não queria ouvir antes que acabasse a corrida). Disposto a não mais olhar o acumulado, subi à toda torcendo para que o sinal viesse bem depois do 41 e fosse possível superar os 3h03’31 da Maratona de Porto Alegre no ano passado.

No meio do caminho tornei a passar meu coelho, chegou o 41 e felizmente nada do bip. Minha nova torcida era que ele só tocasse quando estivesse no pé da rampa e, animado com o silêncio, deixei para trás mais um corredor.

Veio a rampa e nada do bip soar. Será que ainda dava? À minha frente um corredor que ia no meio da rampa começou a andar. Opa, vou passar este também! pensei. Mas, avisado por um torcedor (talvez da mesma equipe) o cara desistiu de chegar caminhando e voltou a correr no exato momento em que soava o aviso de 03 horas de prova em meu relógio.

O sub-3 já tinha ido embora, mas o RP já estava quase certo. Terminada a “escalada”, ainda restavam uns 300 metros.

Animado pela visão do relógio oficial, apertei ainda mais o passo para fechar a prova em 3 horas, 01 minuto e 46 segundos.

Poderia ter ficado chateado com o fato de chegar tão perto do sonho do sub-3, mas o novo RP numa prova tão difícil, depois de um momento de tanta incerteza na prova, precisava ser comemorado e, acima de tudo, agradecido imensamente a Deus. Afinal de contas adoro ter que entrar na aba Recordes Pessoais deste blog para fazer atualização.



Somente hoje me dei conta que talvez o meu erro tenha sido beber de vez a dextrose.



Com o dever cumprido fui reabastecer as forças num muito bem vindo buffet de massas. Aliás, Parabéns para a Organizadora Latins Sports, que realizou uma prova quase perfeita, não fosse uma certa confusão na hora da premiação por categoria.



Pouco depois chegava Gil, que mesmo fotografando durante a prova (e conversando no celular) fechou-a com 3h26.


Antes das 04 horas de prova quem chegou completando sua 80ª prova de longa distância (a maioria com distância superior a 42km) foi o amigo José Wilson.


No final, a cereja do bolo. Para surpresa de ambos, eu Joás da Silva Gomes (o tal coelho a quem “perseguira” desde a metade da Maratona e com quem ficara conversando boa parte do tempo depois da prova), éramos da mesma categoria e juntos fomos ao pódio como campeão e vice-campeão da categoria, respectivamente.
Adeus Brasília, vou morrer de saudades.

Até a próxima!

Academia Working Sports (de volta a Salvador)


Pódio Geral Feminino

Pódio Geral Masculino com o baiano Márcio Barreto em 4º lugar




Com Márcio
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quarta-feira, 1 de maio de 2013

UMA ESTREIA NA CORRIDA RAIMUNDO BALTHAZAR DA SILVEIRA



A despeito da sua simplicidade, a Raimundo Baltazar da Silveira é uma corrida pela qual sempre tive muito carinho. São muitas (e boas) lembranças desta prova, mas a edição 2013, realizada neste feriado do trabalhador, com certeza será guardada num local de destaque em minha caixa de recordações.

Senta que lá vem estória...

Há cerca de um mês estava no Performance dando um trato no cabelo quando Ivone (que é podóloga no mesmo Salão), deixando transparecer uma certa euforia, pediu-me para que não fosse embora sem antes falar com ela.

Curioso, logo que a “mata foi derrubada” dirigi-me à sua sala para descobrir o motivo da ansiedade e o que ouvi me deixou muito feliz.

Não sou daqueles que ficam enchendo o saco de ninguém com conselhos do tipo: deixe a bebida, o sedentarismo, o cigarro, etc., mas se tem uma coisa que me deixa feliz (e graças a Deus acontece muito comigo) é quando, em reencontro com pessoas com as quais tenha convivido, fico sabendo que começaram a andar, correr ou pedalar, influenciados pelas conversas entusiasmadas e por minha rotina “corrida”.

Pois bem, Ivone, animada por minhas tagarelices sobre corrida (toda vez que entrego meus pés aos seus cuidados), começou a correr.

Perguntando-lhe detalhes sobre tempo, distância e frequência, descobri que ela estava remando, e era exatamente na ida e volta destas aulas que começara a arriscar suas passadas.

- Remando onde? Perguntei-lhe.
- Na Sede Náutica do Santa Cruz, na Ribeira.

É exatamente ali defronte que se dá a largada da Baltazar da Silveira e a proposta para que ela fizesse sua estreia naquela corrida saiu quase que de imediato.

- Esta corrida passa em frente a minha casa, há muitos anos que acompanho da janela o desfile de corredores e nunca pensei que um dia poderia fazer parte dela.

O brilho nos olhos de Ivone enquanto dizia esta frase era um indiscutível “SIM, eu topo!”.

* * *
com Amâncio, e Ivone 



Foi assim que nesta manhã, ao chegar ao bairro da Ribeira já encontrei Ivone “pronta” (número de peito pregado às costas rs) para encarar o desafio de vencer os 8km da Corrida Baltazar da Silveira.

Sabia que o máximo (estimado) que ela já havia corrido era algo em torno de 5km, por isso (e tencionando ir apresentando-a à galera) cheguei mais cedo que de costume para ir dando algumas orientações.

Com uma maratona para fazer daqui a 04 dias, correr ao lado dela seria uma espécie de “trote de luxo”, que se coadunava perfeitamente com minha planilha.


Às 07:37 foi dada a largada e lá fomos nós. Com poucos minutos já estávamos sendo escoltados pelos motociclistas que fecham o cortejo.

Chegarmos em último estava dentro da minha lista de previsões e, de verdade, não seria nenhuma vergonha. Não fizera sequer uma corrida ao lado de Ivone antes, mas por meio de uma “anamnese” havia julgado que minha amiga seria capaz de completar feliz o percurso, independentemente da colocação.



O passo miúdo e a fala tranquila (algumas vezes precisei pedir-lhe para que não conversasse muito ainda) mostravam-me que ela estava indo com sobra e não demorou para fazermos nossa primeira ultrapassagem.

Ao sair da orla e chegar à Baixa do Bonfim muitos atletas à frente começavam a alternar corrida e caminhada. Mesmo sem ter direito de cobrar nada, anunciei à novel corredora que, caso ela mantivesse o ritmo constante, em breve deixaríamos boa parte daquele povo para trás.


Ao que parece a mulher já nasceu competitiva.

Sem parar de correr em momento algum, aos poucos ela foi ultrapassando corredoras experientes e até mesmo homens (oba, não seria o último! rs) e logo, já demonstrando grande felicidade pela certeza da vitória próxima, mostrou-me sua casa, onde a aguardava, máquina fotográfica em punho, seu orgulhoso marido que, atendendo a pedidos saiu para acompanhá-la nos metros finais de sua corrida de estreia.


Com 1 hora, 02 minutos e 07 segundos de prova, Ivone cruzava pela primeira vez um pórtico de chegada, obtendo o 30º lugar na colocação geral e o 5º na Categoria 45/49 (havia 07 mulheres disputando esta faixa).

Ótimo pontapé inicial! Bem-vinda ao clube!


                                                                                              
Gil, Pataro, Amâncio, Ivone e eu

Ualace Sacramento


Éverton, eu, Guinoildo, Nevaldo e Amâncio


Igreja do Bonfim ao fundo



voando baixo





Passando na porta de casa

Ivone observada pelo esposo

Amâncio registrando chegada de Ivone

A primeira medalha a gente nunca esquece