quarta-feira, 12 de outubro de 2011

DESCANSANDO(?) EM BUENOS AIRES!


Uma olhada no resultado oficial da Maratona de Buenos Aires publicado na segunda-feira, onde fizeram constar apenas o tempo bruto 3h 13min e 07 segundos (o que me deixou em 290º de 4538) foi a última coisa que fizemos antes de iniciar nossa caminhada em busca da solução para resolver um problema ocorrido na noite do Sábado.  Senta que lá vem estória.

No sábado, após muitas horas de vôo/escalas num avião que partiu de Salvador às 4:50, chegamos (minha namorada e eu) a Buenos Aires.  Após gastarmos um tempo enorme com as burocracias de praxe do setor de imigração e outro tanto para recolher nossas malas num confuso sistema de esteiras, somente às 14 horas entramos num táxi que nos levaria ao Hotel onde havíamos planejado deixar as malas, almoçar e descansar um pouco para depois ir buscar o kit, cuja entrega se encerraria às 18:00.

Por meio de um mapa encontrado no saguão do Hotel, com intuito de economizar e também de ir sentindo um pouco mais da cidade, traçamos uma rota em que faríamos um trecho de metrô (onde vimos diversas pessoas fazendo shows ao vivo) e outro caminhando.  E tudo saiu muito bem... na ida.

Kit na mão, acrescentando uma passada no supermercado e numa pizzaria, voltamos ao Hotel pelo mesmo caminho e já estava jogado na cama, morto de sono, quando a “titia” Lalá deu fé que havia perdido a carteira com todo dinheiro e documentos que havia trazido.

Havia acordado antes das 03 da manhã, não queria acreditar, torci para que achássemos a carteira derrubada em algum canto, mas não foi assim. Era preciso tentar. Vesti-me novamente e sozinho cobri todos os passos (rua/metrô/pizzaria/supermercado) até a Calle Pueyrredón.

Algumas horas depois retornava ao Hotel sem nenhum sucesso. Além de consolar a “titia” Lalá, antes de dormir começamos a correr atrás de fazer o bloqueio dos cartões de crédito. O restante deixaríamos para ver a partir da segunda-feira.

O primeiro passo foi fazer a denúncia numa Delegacia de Polícia próxima, onde fomos muito bem atendidos, a despeito de ser feriado (Dia da Diversidade Cultural), pelo policial de plantão.

Na terça, com o boletim de ocorrência e uma cópia de RG que felizmente ela tinha em seu e-mail, foi a vez de irmos ao Consulado para conseguir uma AUTORIZAÇÃO DE RETORNO AO BRASIL. Ufa! Tava com medo de ter que deixá-la com os portenhos... rs

Para que não se pense que Buenos Aires resumiu-se a isso, deixarei algumas fotos destes dias por “acá”. Confesso-lhes que o descanso do joelho não começou ainda efetivamente. É muita “paletada” por essas sensacionais ruas do Centro da cidade (Corrientes, Nueve de Julio, Florida, Lavalle, etc...).

Abraços!





domingo, 9 de outubro de 2011

MARATONA DE BUENOS AIRES 2011

03h12m36 até que não é um tempo tão ruim assim para 42,195km, mas com certeza ficou bem aquém do que poderia ser feito numa prova tão perfeita como é a Maratona aqui na capital portenha.

Pela tranquilidade na entrega do kit, que aconteceu em uma feira onde se encontrava, além de uma grande diversidade de produtos, teste de pisada e personalização da camiseta (ambos gratuitos e sem grandes filas), dava para adivinhar quão organizada seria a corrida hoje.

Alguns detalhes que fazem da Maratona de Buenos Aires um sucesso, além da temperatura agradabilíssima (em torno dos 15°), e do percurso plano em quase sua totalidade são:
· Largada cedo (7:30) e setorizada, com currais separando  os corredores por ritmo/tempo estimado de prova;
·    Hidratação abundante (desde o km 7,5 já ofereciam Gatorade);
·    Vários postos de frutas e de esponjas e um com carboidrato em gel.

Por causa da semelhança tanto no clima quanto na organização, muitas vezes me veio à cabeça a Meia Maratona Corpore (que é realizada no mês de abril em São Paulo).

O dia amanheceu perfeito para correr (e manteve-se assim por todo o tempo da prova), entretanto, enquanto seguíamos do Hotel para a largada já comentava com a titia Lalá que, por conta da STIT que venho administrando nos últimos dois meses (e que se agravou nos últimos 15 dias), não nutria grandes esperanças de conseguir um sub-3 e que teria muita sorte se conseguisse o plano B (fazer um RP).

Não era exatamente um "jogar a toalha", mas buscaria correr com cuidado e sentir o que poderia ser feito durante a Maratona. Em voz alta pedi aos céus que me permitissem sonhar um pouco. Queria ao menos começar a correr sem dor (“quem sabe até o km 21?”).

Bem ao pé da letra, tive atendidas minhas preces.

Comecei a correr sem dor (graças a Deus) e no km 5, seguindo o ditado popular “faça por ti que eu te ajudarei” tomei um antiinflamatório.

Ainda sem dor, as passagens dos quilômetros 10 (43:54), 15 (01h06m12) e 20 (01h20m32) injetavam em mim uma esperança de poder  chegar ao fim com um novo recorde pessoal. Apenas 1km à frente já cruzava o pórtico da meia maratona tendo que arrastar a perna direita, que mais adiante perderia por completo a capacidade de flexionar-se por conta da inflamação na lateral do joelho.

Sorri com a “coincidência” e ainda tentei negociar com o Todo-Poderoso alguns quilômetros mais sem dor. Não deu certo. “Palavra de Rei não volta atrás”. Era preciso lançar mão do Plano C (chegar vivo rs) e, cerrando os dentes, usei de toda concentração que podia para manter um ritmo próximo aos 4:30/km até o fim.

É uma sensação meio desesperadora. Sentia-me descansado, forte e pronto para acelerar e, com a biomecânica da corrida prejudicada pela tendinite, não podia avançar da forma que me achava capaz.

A culpa toda era minha (aliás, essa história de merecimento é uma das coisas boas desse esporte). Não posso culpar meu querido joelho. Há menos de 1 mês (entre uma inflamação e outra) conseguimos fazer uma excelente meia maratona (com recorde pessoal) e não lhe dei o devido descanso para obter o êxito para o qual me sentia preparado no dia de hoje.

Fica a lição. Poucas vezes em minha vida de corredor estive numa competição  para baixar tempo  (no caso de Maratona é a primeira) e não consegui o resultado, mas isso acontece  (infelizmente  até o Marilson do Santos enfrentou esta situação hoje  em Chicago). Agora é aproveitar umas semanas de férias e cross training para reequilibrar a "máquina" e voltar mais forte.


Contudo, como ia dizendo no começo, 03h12m36 até que não é um tempo tão ruim para 42,195km (só que eu sinto que poderia ser bem melhor rs) e o que me resta é comemorar minha primeira maratona internacional, agradecer a Deus pela saúde e rezar para que no próximo ano possamos estar aqui novamente.

Boa semana!
Retornando ao Hotel

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

CORRENDO POR UMA MARATONA EM SALVADOR / A LUTA PRECISA CONTINUAR

Mal passava das 2:00 da manhã e o som dos toques dos telefones dos integrantes do Salvador Pró-Maratona já enchia a madrugada. O esquema solidário de carona que foi adotado para que todos chegassem no horário previsto ao Farol da Barra impunha que vários telefonemas fossem dados a fim de certificar-se que todos já estavam a caminho da festa.
Às 3:00 horas da manhã, junto com a Titia Lalá, já estava rodando para pegar os meus caronas (Ângela em Itapoan, Gil em Cajazeiras) e, com o carro lotado de itens de hidratação e faixas, seguimos para o local de concentração.
Às 4:10 estacionávamos o carro, quando vimos um pouco à frente Pataro (que havia levado Eduardo) fazendo o mesmo. Num relance deu para ver que Joel passava lá adiante com sua moto. Bom sinal, tava todo mundo chegando.
Ao chegarmos lá já se encontravam:
Samuel (ainda não foi desta vez que consegui chegar antes dele rs) e seu carona Lucas;
Rodrigo, que estava lá de bike com a dupla função de filmar a primeira perna da Maratona e levar uma gigantesca caixa de isopor atulhada de powerade, maltodextrina e água;
Chico (viera sozinho de Simões Filho).
Através deles ficamos sabendo que, fazia alguns minutinhos, Sandrinha e seu sobrinho Lucas Grisi, com receio de não conseguirem chegar a tempo, já haviam largado.
Faltava chegar um último carro trazendo os integrantes do Salvador Pró-Maratona que restavam: Valdir, Carlinhos, Deja e sua esposa, Sueli, que faria parceria com a “titia” Lalá no ponto de apoio em Piatã.
LARGADA EM ONDAS


Como a Ultra Sandrinha e Lucas Grisi já haviam feito a largada (e de toda forma não teríamos um registro de todos saindo juntos), aproveitei que os atrasadinhos eram da turma dos mais velozes e informei ao pessoal que dividiríamos o restante do grupo em duas largadas, recomendando aos que tivessem interesse em sair imediatamente que logo se apresentassem.
4:30 – Lucas, Samuel, Eduardo, Joel e Ângela (que foi apenas para correr até Itapoan) deram início às suas jornadas.
4:45 – Enquanto titia Lalá e Sueli partiam no carro de apoio com destino a Piatã, eu, Chico, Pataro, Deja, Gil, Valdir e Carlinhos dávamos enfim um até logo ao Farol da Barra, tudo sob as lentes do ciclocinegrafista Rodrigo, que só então começou a descobrir o quão pesada estava a carga que ele levaria.
14 pessoas haviam largado, outras três estavam se movimentando para que nossa festa desse certo, além das muitas outras que estavam conosco em pensamento.

A IDA
momentos da ida
O primeiro destino era Piatã, onde estaria o carro de apoio. Todos saíram recomendados a fazer daquele lugar um novo local de concentração. Distando 2km da largada da Meia Maratona Farol a Farol, a idéia era juntar o máximo de integrantes para, juntos, carregando as faixas, fazermos uma chegada apoteótica em Itapoan.
A largada em ondas tinha sido ocasionada por questões circunstanciais, mas acabou sendo bem interessante. Aos poucos as pessoas foram se encontrando durante o percurso.
No carro, as promaratonetes (Sueli e Laryssa) foram alcançando os que haviam saído na frente e já puderam oferecer algum tipo de apoio.
Na bike, num trabalho de ida e volta constante, Rodrigo conseguia manter contato com todos os grupos e sempre me trazia informações da distância entre eles.
Via telefone pude monitorar como e onde estavam as pessoas e à medida que ia encontrando os que saíram primeiro aproveitava para correr uns kms ao lado.
Mas não pensem que a corrida foi só preocupação. A ida estava sendo maravilhosa, a noite que nos envolvia no momento da largada foi dando lugar a um dia lindo. O sol emergia no mar de mansinho, contrapondo-se às ruidosas manifestações de alegria dos meus companheiros de ritmo e essa mistura causava-me uma gostosa sensação de embriaguez.
À altura do Rio Vermelho estava correndo ao lado de Gil, Pataro e Deja, quando uma velha senhora em trajes sumaríssimos foi para o meio da rua perguntando com voz embargada: “Quem vai ganhar” enquanto fazia uns meneios sensuais com o corpo e abria a boca para exibir a língua. Caímos todos na risada, cada um apontando para o outro como o vencedor.
Durante o trajeto tivemos apoio de várias pessoas que passavam de carro e encontramos vários corredores conhecidos nos pontos de ônibus indo para a largada da Meia em Itapoan, aos quais sempre convidávamos para seguirem com a gente.
Lá na frente, à medida que os primeiros corredores chegavam em Piatã, via telefone era informado pela Titia Lalá. À esta altura eu vinha correndo ao Lado de Eduardo e mandei informar ao pessoal que já estava lá um pouco agoniado que a relargada seria às 6:40, o que era tempo suficiente para não perdermos a saída de Itapoan.
Deu trabalho segurar aquele pessoal em Piatã, mas o plano deu certo: à exceção de Sandrinha e seu sobrinho (que não conseguiram chegar a tempo), às 6:40 saímos e fizemos os últimos dois km juntos, e isso foi, sem dúvida, fundamental para o que muitos consideraram como o ponto alto da nossa Maratona: a chegada em Itapoan.
Chegamos a 10 minutos da largada da Meia Maratona Farol a Farol e enquanto avançávamos carregando nossas faixas todo o povo que ali já se encontrava (muitos haviam passado por nós no trajeto) passou a aplaudir e gritar palavras de apoio. Vivi e vi a emoção em cada companheiro ali presente.
                                         Vídeo da chegada da emocionante chegada em Itapoan
Enquanto pousávamos para as câmeras da TV Aratu e Lucas Andrade gravava uma entrevista que infelizmente não foi ao ar, foi a vez de comemorarmos a chegada da Ultra Sandrinha.
Estava concluída a primeira parte.

A VOLTA
Junto com Samuel, bem tranquilamente, saí carregando a faixa de 02 metros até Piatã onde voltamos a depositá-la no carro. Nesta hora fiquei sabendo que Gil havia optado por seguir em frente com a faixa menor, o que foi bom para divulgar o Salvador Pró-Maratona e a FACULDADE VASCO DA GAMA, patrocinadora das faixas e, coincidentemente (rs), entidade empregadora do amigo Gil.
No retorno o combinado era que todos estariam livres para fazer seus ritmos e os que estivessem mais fortes poderiam pegar as faixas com a titia Lalá e Sueli a 1km da chegada, próximo ao Barra Vento.
Ângela Ferreira e Lucas Grisi ficaram em Itapoan e agora éramos 12 tentando completar os 42,195.
Rodrigo, que havia “assinado contrato” apenas para ir até Itapoan, empolgado, resolveu dar meia volta na bike e fazer o caminho de retorno, boa parte dele ao meu lado.
Na passagem por Piatã (quando da entrega da faixa) parei um pouco para hidratar-me enquanto aproveitava para passar as últimas orientações à titia Lalá.
Como saí de trás, enquanto corria e conversava com Rodrigo paulatinamente ia alcançando os companheiros mais lentos e sentindo como estava cada um deles. Uma das pessoas pelas quais eu me sentia mais responsável era Lucas Andrade, que estava estreando na Maratona e por quem eu torci muito para que vencesse seu desafio particular.
Além dos companheiros que estavam dobrando a Maratona, muitos estavam vestindo a camiseta do evento. Outros me diziam que haviam lido sobre nosso movimento no Jornal do dia anterior. Fiz a corrida do jeito que mais gosto: conversei durante todo o trajeto (rs).
 Na minha chegada tive a companhia de Carlinhos, que gentilmente já tinha dado uma força a Joel e agora vinha para ajudar a carregar a faixa. 

Poucos minutos depois, ainda carregando a faixa, chegava um cansado Gil. Abusando da sua grande generosidade pedi-lhe que voltasse comigo ao Barra vento para esperarmos os últimos companheiros que faltavam completar a prova: Deja, Samuel e Lucas.
Enquanto recebíamos a medalha descobri com a titia Lalá que Sueli tinha ficado preocupada com Deja (seu marido) e havia saído em busca dele caminhando no sentido contrário. Rapidamente liguei para o celular dela e tentei tranquiliza-la. Dizia-lhe que Deja era uma cara experiente, que havia realmente acusado um cansaço quando eu passei por ele, mas que já vinha bem próximo, quando de repente ouvi a voz chorosa dela do outro lado da linha transformar-se em alegria ao avistar o maridão.
Poucos minutos depois, fazendo aviãozinho, Deja corria em nossa direção para apanhar a faixa e com ela, acompanhado de Gil, fazer sua chegada.
aviaozinho de Deja
Neste momento liguei para Lucas e ele atendeu dizendo que estava chegando; precisara caminhar um pouco, mas estava a 2km. Samuel havia passado por ele e já devia estar chegando.
Quando Samuel chegou já encontrou o ultra cuidadoso Gil de volta com a faixa e disposto a acompanhá-lo até o final.
chegada de Samuel
Restava apenas a chegada de Lucas, em minha opinião um outro ponto alto daquele dia, foi só ele apontar na “reta dos boxes” e uma grande emoção tomou conta de mim. A coisa estava chegando ao fim. Apesar de algumas desistências, estávamos concretizando um sonho, entreguei-lhe a faixa e corri (quase mancando por conta do joelho) ao seu lado até faltar uns 100 metros, quando saí de cena para que ele pudesse viver aquele momento que é tão único para os que completam pela primeira vez uma maratona.
Lucas completando sua primeira maratona
Agora era hora de festejar.
A tenda da J.C.Corb, do carismático Professor Gugu, foi o destino da maioria dos Salvador Pró-Maratonistas. Lá encontramos diversas pessoas que, embora não tivessem corrido os 42,195km, apoiaram e divulgaram sempre o Movimento. Foi outra festa o que pousamos para fotos (rs), uma verdadeira maratona.
Nos meus planos imaginara fazer uma foto especial com os concluintes da Maratona (que acabaram sendo 09: Pataro, Joel, Chico, eu, Gil, Samuel, Deja, Carlinhos e Lucas), mas, além da ausência de Pataro, que já havia fugido por conta do horário do trabalho, a euforia era tanta, cada um indo para um lado, que fui obrigado a abandonar essa idéia.
Na hora de irmos embora houve uma maravilhosa surpresa. Sandrinha presenteou a todos com um lindo troféu, inclusive aos nossos anjos apoiadores: titia Lalá, Sueli e Rodrigo. Após isso, ainda mais felizes, tomamos os caminhos de nossas casas.
Chico, Tia Lala, eu, Joel, Valdir, Deja, Lucas, Samuel, Sandrinha, Sueli, Carlinhos, Gil e Eduardo

SALVADOR PRÓ-MARATONA
O evento não conseguiu o destaque na mídia que esperávamos, entretanto todos os participantes trouxeram estórias de pessoas que externaram entusiasticamente simpatia à nossa causa. Nos últimos dias recebi através deste Blog e do email bikeselva@hotmail.com um enorme número de mensagens (inclusive de outros Estados) apoiando o Movimento.
No local da chegada o Professor Og Robson veio nos parabenizar pessoalmente mencionando a nossa chegada em Itapoan.

A LUTA PRECISA CONTINUAR
Muitas vezes fui perguntado qual seria o percurso da Maratona de Salvador; repetidamente respondi que isso não era o mais importante porque no momento certo os Organizadores saberiam escolher a melhor rota.
Conversando com alguns integrantes esta semana, resolvemos aferir de bicicleta um percurso de 42km com saída e chegada no Jardim de Alah (aceitamos sugestões) que contemple vários pontos turísticos de Salvador e depois fazermos uma brincadeira correndo no trajeto escolhido em meados de novembro. Como em uma Maratona normal poderemos ter corridas secundárias (com distâncias menores: 21 e 10km) e assim trazer para nossas trincheiras gente de vários ritmos e/ou objetivos.
Aguardem mais informações desse nosso próximo passo, bem como o vídeo do dia 02 de outubro, que ainda está sendo editado.

domingo, 2 de outubro de 2011

SALVADOR MERECE UMA MARATONA

Os primeiros raios solares que começavam a iluminar o dia deste inesquecível domingo encontraram os integrantes do Salvador Pró-Maratona em pleno êxtase enquanto avançavam felizes entre o Farol da Barra e Itapuã.

Para contar e ilustrar essa estória será preciso um pouco mais de tempo. Como uma espécie de aperitivo, abaixo pode ser visto um pequeno vídeo de um dos muitos momentos maravilhosos dessa grande FESTA e, enquanto não vem o prato principal, para passar o tempo, a opção escolhida foi narrar como foi o dia anterior ao evento SALVADOR PRÓ-MARATONA.
                                              completando a primeira perna da maratona
O DIA ANTERIOR
Faltando um dia para uma maratona em que seria preciso acordar por volta das 2:00 horas da manhã, a ordem para o sábado que nasceu com uma cara de chuva era aproveitar para dormir até mais tarde e descansar. Não foi bem o que aconteceu.

Após breves conversas na noite da sexta-feira com alguns vizinhos de condomínio que estão (re)descobrindo os prazeres da atividade física, pude notar que em horários parecidos alguns estariam caminhando/correndo na praça enquanto outros, pedalando.

Recebendo convite das duas turmas e disposto, até como forma de incentivá-los, a estar presente nos dois grupos, instantaneamente a velha e boa logística, como de costume, veio em socorro para solucionar a questão.

A corrida/caminhada em volta da Praça transformou-se numa corrida de ida e volta até o Farol de Itapoan (6km) e o horário de saída foi antecipado para as 5:00 da manhã.

A galera das bikes, que iria sair às 5:40, adiou o início da pedalada de ida e volta à praia de Buraquinho para as 6:00.
"titia" Lalá, "pombo" e Manuela - Farol de Itapoan
Com 50 minutos de corrida já retornávamos ao condomínio, bem a tempo de encontrar o pessoal azeitando suas bikes para o passeio. A tranqüilidade durante o trajeto e a felicidade demonstrada por terem conseguido se superar numa distância nunca antes percorrida na história deste casal, levam-me a crer que tanto Fernando (Pombo) quanto sua esposa Manuela muito em breve serão habitantes deste incrível planeta chamado corrida.

Após um lanche rápido todos nós que havíamos corrido (o casal, a titia Lalá e eu) juntamo-nos aos bikers e por mais 90 minutos desfrutamos de uma bela pedalada de ida e volta até a praia de Buraquinho.

O restante do dia ao lado dos filhotes também não foi o que se pode chamar de descanso, mas até que tivemos alguns momentos mais relax na parte da tarde, quando fomos assistir alguns filmes do 9º FICI (Festival Internacional de Cinema Infantil).

O dia anterior à Maratona não seguiu as tradicionais recomendações. Mas a julgar pelo sucesso do Salvador Pró-Maratona hoje, parece que deu certo. Talvez o amor pelas coisas e pessoas envolvidas nas atividades seja o segredo.

Boa Semana!


PS¹: Após a maratona, quando voltei para ao condomínio, fiquei sabendo que o Fernando não resistiu e saiu para dar uma corridinha hoje de manhã também. Será que o bichinho da corrida já o mordeu?

PS²: Essa semana tive a honra de ser escolhido como entrevistado do mês no blog de Dart, quem quiser dar uma conferida é só acessar http://dartufba.blogspot.com/2011/09/entrevista-do-mes-de-setembro.html .

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

PROGRAMAÇÃO DO SALVADOR PRÓ-MARATONA

O dia hoje foi de bastante corre-corre para deixar prontos os últimos detalhes para a realização da Maratona no próximo dia 02.

Às 9 horas começaram a ser entregues na loja Sport.com, no Iguatemi, os kits da Meia Maratona Farol a Farol e, para a alegria de todos que irão dobrar esta corrida, os chips realmente foram entregues junto.

O restante da manhã foi gasto em diligências no intuito de recolher com os participantes o maior número possível de camisetas do Salvador Pró-Maratona para que pudéssemos adicionar a logomarca da FACULDADE VASCO DA GAMA, que está apoiando o Movimento.

No final da tarde, assim que ficaram prontas as estampas das camisetas, iniciou-se nova correria para devolvê-las aos seus respectivos donos. Entre idas e vindas e muitas ligações telefônicas, também nos foram entregues as faixas que conduziremos no Domingo.

Uma ida ao supermercado no começo da noite para comprar água e isotônico foi o fecho de ouro deste dia maratônico ultrarecheado de ligações telefônicas.

SALVADOR PRÓ-MARATONA: PROGRAMAÇÃO

DIA 02/10/2011
4:00 - CONCENTRAÇÃO NO FAROL DA BARRA
A “titia” Lalá será a responsável pelo carro de apoio onde poderão ser deixados objetos (chaves de carro, celulares, etc) e/ou frutas e lanches.

Antes das 04:30 – LARGADA
Carregando as faixas, daremos a largada com todos juntos, respeitando o ritmo da pessoa que estiver mais lenta e só após alguns minutos o ritmo será liberado, momento em que as faixas serão entregues ao carro de apoio, que nos reencontrará em Piatã, no Posto Plakafor.
Rodrigo, que estará fazendo as filmagens desde a chegada no local de concentração, seguirá com os corredores até Itapoan, levando em sua bike uma caixa de isopor contendo água e isotônico.

Os corredores que primeiro chegarem a Piatã ficarão aguardando ao lado do carro de apoio a chegada dos demais participantes, até o limite de 6:35, para que possamos fazer uma chegada conjunta, novamente carregando as faixas. Neste meio tempo podem e devem fazer suas reposições hídricas e alimentares.

Durante os momentos que estivermos na concentração da largada da meia-maratona, nosso ponto de retorno, aproveitaremos para fazer o máximo de divulgação do nosso Movimento.

7:00 – LARGADA DA MEIA MARATONA FAROL A FAROL
Em Piatã devolveremos a faixa ao carro de apoio.

Todos estão liberados para correr no ritmo e na parceria que lhes aprouver. As faixas estarão com a titia Lalá no Barra Vento e aquele grupo ou pessoa que quiser fazer a chegada com uma delas terá a obrigação de trazê-la de volta ao Barra Vento para que outros participantes façam suas chegadas.

Haverá uma tenda com frutas nos aguardando na chegada ao Farol da Barra, patrocínio da FACULDADE VASCO DA GAMA, mas até o momento não obtivemos do Sr. Matheus Almeida a sua exata localização. O que se sabe até agora é que será um espaço dividido com uma Assessoria e esperamos na largada já ter esta informação para dar aos participantes.

A hora está chegando. Cada um de nós precisará doar-se um pouco para que tudo corra bem. Com esta consciência poderemos fazer uma linda festa. Não estamos indo a uma competição. A maior vitória que podemos almejar por lá é conseguir trazer para nossa luta mais guerreiros. Quem sabe seremos lembrados um dia como pioneiros da Maratona da Bahia?

Nos vemos na linha de largada.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

SALVADOR PRÓ-MARATONA: ENQUANTO A HORA NÃO CHEGA


Prof. Mário, seus alunos e alguns penetras (rs)
Após alguns dias no gelo hoje voltei a fazer tiros de 800 e 1.000 metros na Pista de Atletismo da UFBA para testar como anda minha STIT. A julgar pelo tempo do décimo tiro (3:41 nos 1.000m), acho que meu joelho vai cumprir a promessa de continuar trabalhando com eficiência até o início de suas férias (a partir de 10 de outubro, após a Maratona de Buenos Aires).

Correr por aquelas bandas é uma verdadeira festa. É possível trocar idéias com um grupo enorme de bons corredores (notadamente os da JCCorb) e isso por si só já enriquece o treino.

Ontem saiu, sem muitos detalhes, a lista dos classificados para a equipe do Ultradesafio Nike Plus que irão correr a SP-Rio e, infelizmente, meu nome não figurava entre eles. De toda sorte, volto a agradecer a todos que estiveram torcendo por mim. Quem sabe na próxima? Restou a curiosidade de saber a colocação final, entretanto confesso que não fiquei surpreso com mais este mistério no Regulamento das Seletivas.


 O dia 02 de outubro está chegando e, com ele, o momento de dar o primeiro grande passo nesta luta em que reivindicamos para Salvador a realização de uma Maratona: dobrar a distância da meia maratona Farol a Farol.

Nestas semanas de divulgação e busca de apoio à causa, em geral, o que se pode notar foi uma grande aceitação por parte dos atletas, das Assessorias, inclusive do próprio André Araújo, Presidente da Associação dos Treinadores de Corrida de Rua da Bahia (ATEC-BA) e da Federação Baiana de Atletismo (FBA), na pessoa do seu Presidente Og Robson, que com seus discursos durante a cerimônia de premiação da Volta ao Parque de Pituaçu no último dia 04, emprestaram força e prestígio ao SALVADOR PRÓ-MARATONA.

A idéia de termos a oportunidade de correr a rainha das provas em solo baiano não agradou somente aos que vivem por aqui. Em diversas oportunidades e canais recebemos mensagens de corredores afirmando que adorariam competir em nossa Cidade. “Quem não gostaria de correr em Salvador?” ouviu-se de muitos!

Usar a camiseta do evento foi uma forma escolhida por diversas pessoas para demonstrar apoio e, nas últimas provas, o que se viu foi uma profusão de corredores que literalmente “vestiram a camisa” e encheram as ruas com a logomarca do Salvador Pró-Maratona.

Portanto, o pouco mais de uma dezena de corredores que farão a meia maratona Farol a Farol nos dois sentidos (volta e ida), largando da Barra por volta das 4:30 da manhã,  levarão consigo a grande responsabilidade de representar muitas outras pessoas que, por circunstâncias diversas (viagens, lesão, chance de premiação na meia, etc), não poderão estar conosco durante os 42,2km dessa festa.

Novidades:
HIDRATAÇÃO
Nestes últimos dias recebemos da Sra. Marcela Martins, Analista de Marketing da TV Aratu, a confirmação de que os postos de hidratação (que já estiverem montados) poderão ser utilizados por nosso Grupo no momento em que estivermos indo em direção a Itapoan (“Vcs se inscreveram na prova e vamos, então, fazer essa liberação”).

Mantivemos contato com o Sr. Marcelo, outro membro da organização da prova, que além de recomendar prudência em nossa corrida, assegurou-nos que os staffs estarão avisados. É importante ressaltar que a utilização do número de peito é que irá mostrar que somos participantes da prova.

Apesar desta conquista, recomenda-se aos participantes que, por cautela, como Plano B, mantenham os costumeiros cintos de hidratação usados em longões.

PATROCÍNIO

No final do dia de hoje recebemos um telefonema do Sr. Augusto Matheus Almeida, Diretor da FACULDADE VASCO DA GAMA, que nos prometeu uma mesa com frutas para nos recepcionar na chegada ao Farol da Barra, bem como o custeio das faixas que conduziremos durante alguns trechos da corrida.

Em contrapartida será estampado o nome da Faculdade tanto nas mencionadas faixas quanto nas camisas. O ideal seria fazermos novas camisetas, porém não encontramos mais para comprar. Como o tempo que nos resta é pouco, acordamos que seriam recolhidas o máximo de camisetas para que pudéssemos  adicionar a logomarca da Faculdade.

REGISTROS PESSOAIS
O ciclista e amigo Rodrigo Saraiva, que gentilmente se ofereceu para ajudar em nossa missão, estará conosco com a dupla função de filmar/ fotografar (desde a largada) a primeira metade da maratona, enquanto carregará no bagageiro de sua bicicleta um isopor contendo água e isotônico.

No final do dia de domingo editaremos um vídeo e solicitamos a todos os participantes que porventura venham a fazer seus próprios registros, a disponibilização desse material, a fim de que tenhamos o máximo de matéria bruta para trabalhar.

REGISTROS EM MEIO DE COMUNICAÇÃO
Acreditamos que as nossas aparições nos dois extremos da Prova com faixas e uniformes (principalmente em Itapoan, onde está programada a chegada de todos juntos) naturalmente despertará o interesse da mídia e entendemos que nesta oportunidade o mais importante será destacar a luta e o ideal do grupo.

De todo modo, tendo sucesso em nossa empreitada poderemos buscar divulgação posterior.

RETIRADA DE KITS
A partir das 09 horas da manhã desta sexta-feira, na Loja Sport.com no 2º piso do Shopping Iguatemi, iniciar-se-á a entrega dos Kits. Assim que confirmarmos a presença do Chip, divulgaremos a programação para o dia 02.

Até amanhã!

domingo, 25 de setembro de 2011

PATRICK MAKAU E SALVADOR PRÓ-MARATONA: A FESTA VAI COMEÇAR

Neste domingo o mundo viu mais uma vez uma quebra de recorde mundial de Maratona em Berlim. O "cara" agora é o queniano Patrick Makau, que fez história na capital alemã, fechando a prova em 2h03min38. 
Apesar da incrível média de 02:55min/km, do jeito que os africanos estão voando, a impressão que tenho é de que essa marca não demorará muito a ser batida, e cada vez mais próximo parece estar o dia em que será superada a barreira das 2 horas. Quem viver, verá!

Hoje também foi dia de "academia ao ar livre", como Carlinhos costuma chamar o treino de areia. É impressionante a alegria que gera nos participantes o sobe e desce contínuo nas alvas Dunas da Lagoa de Dois Dois. Não obstante o grande esforço físico despendido para cumprir as quase duas horas de trabalho naquele paraíso (rapadura é doce, mas não é mole), o que se vê o tempo todo é gente sorrindo e brincando.
De pé: Sueli, Joel, Edmilson, Carlinhs, Dja, Pataro. Agachados: Valdir, Ângela e Gil
A uma semana do SALVADOR PRÓ-MARATONA é muito bom notar a vibração e ansiedade da galera, todos demonstrando bastante comprometimento com a causa. O tempo todo o assunto era a festa que, com fé em Deus, faremos no dia 02 de outubro. Das 10 pessoas que estiveram no treino desta manhã, 07 irão fazer a Maratona no próximo domingo. Ângela, que estava sumida dos treinos, dizendo-se impossibilitada de fazer os 42,2km, comprometeu-se a participar da "nossa meia" e também largará conosco no Farol da Barra.

Nos próximos dias publicaremos a programação do SALVADOR PRÓ-MARATONA.

Seletivas Nike
Neste sábado tive o prazer de fazer meus testes presenciais com o Prof. Hércules e seu fiel escudeiro e gente boa demais, Edson. Em princípio, pelo que se entendia do regulamento, as provas seriam feitas no Rio e/ou São Paulo, entretanto, após divulgarem a lista com os nomes dos selecionados na quinta-feira, afirmaram que as orientações seriam enviadas para o e-mail de cada um. Apenas no final da tarde da sexta-feira é que o e-mail chegou e, para minha surpresa, dizia que eu deveria entrar em contato com o Prof. Hércules para fazer a prova no sábado de manhã.

Após ligar para o Professor, fiquei sabendo que um outro selecionado faria o teste junto comigo, mas para a equipe #CoisadaBoa (para participantes de até 25 anos). Por estar tentando  vaga na equipe Ultradesafio, eu correria duas provas de 14km, enquanto o rapaz (que acabei não guardando o nome) faria duas provas de 07km. 

Às 7:30 cheguei ao local combinado (Jd. de Alah), mas os testes só começaram 1 hora depois, por causa do atraso do meu companheiro de teste, que veio de Camaçari.

Estava receoso de meu joelho me deixar na mão, mas bastou dar a largada que esqueci as dores e me concentrei e, graças a Deus, fiz um bom teste. Agora é esperar para ver o que é que dá.

Independente do resultado (o regulamento da Nike é meio obscuro), o dia de ontem valeu, entre outras coisas, por ter recuperado a auto-confiança, que andava abalada estes dias por causa de uma STIT (Síndrome do Trato Iliotibal) com a qual venho convivendo há algumas semanas (nossa relação vai precisar se estender até Buenos Aires, quando prometo a meu joelho um bom descanso), e por ter conhecido mais de perto o Professor Hércules, por quem tenho bastante admiração.
Edson, Hércules, rapaz de Camaçari, eu e Samuel
Caso consiga esta vaga, absolutamente devê-la-ei aos amigos. Durante estas semanas de testes, a tônica foi sempre tê-los ao lado me ajudando, seja puxando o ritmo, seja na hidratação, seja nas palavras. Para ilustrar como anda meu débito com esta galera (senta que lá vem estória) olha o que aconteceu ontem:

Em certo momento da prova, eu havia cruzado com Samuel (que seguia em direção contrária) na "quinta marcha" e, girando o indicador no ar, acenei para ele dizendo que estava no teste. No retorno, à altura do Aeroclube, quando faltava aproximadamente 1km para fechar a presencial, quem é que pulou veloz na minha frente? Exatamente: o Samuel. O cara saiu num tiro de pelo menos 800 metros e isso, claro, foi um novo combustível que incrementou ainda mais minha velocidade no final da prova.

Obrigado pessoal!

Boa semana e até logo!
                                               "...A festa vai começar..."